Fim?!

Passaram-se quatro anos: escrevendo, sonhando e buscando mais do Eterno através de nossa amizade. Se despindo de toda superficialidade e tornando-se vulneráveis, juntas.

“Amigos confiáveis cumprem o que prometem; são como bebida gelada no calor escaldante – que agradável!”

Provérbio 25.13 – A Mensagem

Tenho aprendido a discernir o tempo certo das coisas. De crescer para florescer. Florescer para frutificar. De frutificar para morrer. Morrer para as minhas vontades e permitir que o Eterno germine novas sementes, novos sonhos. Por isso, não acho que esse seja o nosso fim, na verdade é apenas o (re)começo. Deus ainda tem muito para fazer em nossa vida, e através dela, onde estivermos.

Obrigada pela leitura, pelo incentivo e por nos acompanhar durante toda essa aventura. Partimos para novos rumos, mas o Mediador é o mesmo. Que Ele nos conduza e transborde de Sua sabedoria por onde eu, nós e você passarmos.


Sou Carolina Selles apaixonada por cores, histórias e sabores. Sou designer, graduada em Arte & Tecnologia e uma das idealizadoras do Santa Paciência.

Chegamos ao fim

Em 2015 nascia este blog. E eu, que pouco tempo antes havia dado à luz ao meu filho, tirei de letra os desafios de fazer nascer mais esse afeto. Mesmo porque eu não estava sozinha nessa aventura – Carol e Talita dividiram as alegrias e as dores de criar uma plataforma do nada e fazê-la tomar corpo.

Santa Paciência foi o curso de escrita criativa que eu nunca havia conseguido fazer. Me ensinou justamente isso, a ter paciência, porque a escrita precisa de tempo para maturar e precisa também de segundas e terceiras revisões para ser lapidada e ficar chuchu para publicação. À medida que escrevia, eu também ia me conhecendo, me compreendendo e me curando. O Santa foi o espaço em que me senti livre para ser vulnerável e, em troca, ele me deu uma rede solidária e apoiadora de leitores e leitoras.

Mas a parte mais difícil da vida é aceitar o fim das coisas. Principalmente aquelas que só nos fizeram bem. Às vezes, queremos forçar a continuidade de algo que, por si só, já apresenta sinais de desgaste, por isso nos agarramos a ele, insistimos, esperneamos, choramos, quando o melhor a fazer é deixar ir e aceitar o fim. E é nessa posição de aceitação resignada que a Talita, a Carol e eu decidimos encerrar o Santa Paciência – uma plataforma que já plantou sua semente em nós, autoras, e em vocês, nossos leitores.

Cada uma de nós segue adiante, portanto, com um potencial em mãos germinando. Eu, Luciana, tenho planos de criar uma plataforma mais simples e ali publicar os meus textos futuros. Carol e Talita também têm se envolvido em outros projetos. Nossa esperança é de que tenhamos inspirado vocês também a encontrar seu espaço, onde aquilo em que vocês acreditam ganhe voz.

A vocês, queridos e queridas, muito obrigada por esses quatro anos!

 

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Nosso último encontro como Santa Paciência

 

 

Obs. Mesmo sem textos novos, o blog permencerá no ar até maio de 2020.

 


Luciana Mendes Kim sou eu. No momento, vivo como uma desbravadora de sonhos.  Tenho mergulhado cada vez mais no Sentido da Vida para conhecê-lo e me maravilhar com ele. Sou mãe de um menino fofinho e casada com um artista visual incrível. Um dia, com as minhas grandes amigas Talita e Carol, criei este blog charmoso e indagador das motivações da nossa alma.

Estamos indo de volta pra casa

Em uma semana, estaremos no Brasil. A ideia de rever o meu avô de 98 anos, de conhecer o novo namorado da minha sobrinha, de experimentar mamão papaia de novo e de entender as pessoas conversando dentro do metrô deixa meu coração quentinho. Vou dormir nos lençóis cheirosos da mamãe, vou ter horas de papo e risadas com a minha tia Jane, vou comer pastel na feira e vou ver todos os meus amigos do Projeto 242, minha igreja querida. Vou poder ler (e entender) as contracapas dos livros nas estantes da Livraria Cultura e vou achar o gosto da garapa doce demais. Vou voltar ao Sesc Belenzinho com a Carol e com a Talita, mas dessa vez vamos chamar a Aline também. E a Dalila. E a Fê Pinilha, se ela puder. Isso sem mencionar o abraço quebra-costela que vou dar na minha irmã! Vou me certificar de que seja inesquecível.

Mas hoje de manhã eu chorei. Chorei porque senti essa onda gigantesca de emoções me acertar bem no meio do peito. Agora que vejo minha vida aqui na Polônia finalmente entrando nos eixos; agora que consigo entender o que está escrito nas plaquinhas de preços dos supermercados; agora que entendi por que o Álef tem que ir à pré-escola vestido de cor laranja num dia e levar um bicho de pelúcia no outro; agora que me acostumei a comer pepino em conserva e as pessoas do meu trabalho se transformaram nessa grande e unida família que somos, vou-me embora. Por um mês apenas, eu sei, porém não há como diminuir a mão-de-obra emocional que existe em você recolher todo um cenário de vida já estabelecido para substituir por outro. Desgasta. Mesmo porque cada pedacinho que a Polônia ocupa na gente e a gente nela foi conquistado não sem uma boa medida de dor.

Que bom que pude chorar entre amigos hoje de manhã. Eles me acolheram, me consolaram e me fizeram olhar essa viagem por um ângulo que eu não tinha visto ainda: nós – David, Álef e eu –  precisamos desse tempo no Brasil. Não só  por uma questão de saudade, mas de identidade. Reencontrar os nossos, tocá-los, senti-los e olhar em seus olhos permitirá que nós nos reconheçamos novamente, como acontece na história do pequeno cisne que acreditou ser um patinho feio até se ver no meio de outros cisnes. As pessoas que nos esperam no Brasil nos contam uma história – a nossa história –  e voltar para elas será relembrar as razões que explicam como nos tornamos quem somos, nos contextualizar dentro de uma narrativa mais ampla e nos reafirmar como filhos de uma terra. 

 


Mudaram as estações
Nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber que o pra sempre sempre acaba

Mas nada vai conseguir mudar
O que ficou
Quando penso em alguém
Só penso em você
E aí então estamos bem

Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz

Estamos indo de volta pra casa

 


Luciana Mendes Kim sou eu. No momento, vivo como uma desbravadora de sonhos.  Tenho mergulhado cada vez mais no Sentido da Vida para conhecê-lo e me maravilhar com ele. Sou mãe de um menino fofinho e casada com um artista visual incrível. Um dia, com as minhas grandes amigas Talita e Carol, criei este blog charmoso e indagador das motivações da nossa alma.

Se você não impressionar, não merece ocupar espaço na vida dos outros

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Olhem essa foto aí em cima, tirada ontem pela Angélica, uma amigona minha, da janela do quarto onde ela se hospedava. Como você descreveria essa vista? Eu a descreveria como impressionante. Só. Mesmo porque impressionante já descreve tudo o que essa foto retrata: um cenário de beleza e harmonia tão fora do comum, que de tanta admiração que provoca, se confunde com uma espécie de reverência.

Eu estava bem ao lado da Angélica quando ela tirou essa foto. Então para mim, a experiência foi ainda mais intensa, uma vez que toda essa beleza se apresentava ali ao vivo diante dos meus olhos. Dentro de mim, a reverência era tão grande, que fechar as cortinas e sair da janela seria o mesmo que pecar.

Sermos impressionados é o que nos arranca da mesmice da realidade. É uma delícia quando somos pegos de surpresa por algum aspecto que excede em beleza, alegria, força, inteligência, eficácia, generosidade ou amor no outro ou no nosso entorno. Acho que é por isso que coleciono caleidoscópios. Quando o dia está chato demais, é só eu escolher um, rodar as pedrinhas coloridas lá dentro e pronto – o breve efeito das pedras nos jogos de reflexo já me mantém impressionada por alguns instantes.

Mas infelizmente, como costuma acontecer com toda a realidade temporal, aquilo que é bom sempre apresenta uma versão corrompida. Impressionar ou sentir-se impressionado pode se tornar um fim em si mesmo, logo, um vício. Porque pensem só: não é uma delícia se sentir arrebatado o tempo todo? Sem dúvida. Mas o perigo vai além quando impressionar e sentir-se impressionado começa, então, a ser a moeda de troca das nossas relações: quanto mais eu te impressiono, mais espaço na sua vida você me dará para ocupar. E, assim, a nossa fome e sede por existirmos, por sermos validados e, ainda mais urgente do que isso, por sermos amados nos tornam cobaias de qualquer proposta que prometa a nossa própria superação, numa versão pirateada do Übermensch proposto por Nietszche.

Mas qual é o problema de querermos impressionar? O que há de errado em querermos nos superar, melhorar, competir pra ganhar?

Dentro da minha perspectiva limitada das coisas, respondo que os problemas são dois: a transitoriedade das regras do jogo e o cansaço causado pelo próprio jogo.

Por mais que sejamos espertos, jovens, inteligentes, bonitos, ricos ou cheirosos, nosso recorde será sempre quebrado por alguém depois de nós. Mais cedo ou mais tarde, alguém mais esperto, jovem, inteligente, bonito, rico ou cheiroso vai te ultrapassar nessa corrida por validação. Não há como escapar disso, porque não há nada debaixo do sol que escape à morte – sua e de todas as coisas. Todas as realidades desta vida – as abstratas e as concretas – estão fadadas à corrosão do tempo e, consequentemente, ao desaparecimento. Portanto, manter as pessoas impressionadas é lutar contra o curso natural da vida. E travar essa luta diariamente pode ser extenuante.

Lembro-me de uma professora genial da faculdade, Professora Dina, que com mais de 60 anos de idade, chegava todos os dias à sala de aula impecavelmente maquiada, com unhas postiças bem longas, vestindo roupas elegantes e ostentando sempre um penteado bonito. Quando a elogiávamos por seu autocuidado, ela respondia com uma exclamação: é preciso se proteger da vida!

Admiro a perseverança que ela tinha para “se proteger da vida” e arrisco a dizer até que todo o seu esforço e investimento de tempo e dinheiro para manter-se assim tão elegante surtiam efeito – Professora Dina, de fato, impressionava, mesmo porque ela era, além de tudo, uma pensadora brilhante. Enquanto ela tivesse meios de se proteger da vida – fosse pela aparência ou pela inteligência -, seu espaço na vida das pessoas estava garantido.

Mas nem todo mundo é a Professora Dina (really?) e nem todo mundo impressiona. Pode ser que sejamos mais um na fila do pão, como diz minha amiga Talita. Aliás, talvez seja realmente na fila do pão que esteja a maioria de nós. Quando esse é o caso, quais são as nossas chances reais de impressionar e merecer?

É por isso que não acredito em amor que precisa ser merecido (me desculpem por vir direto para o amor, mas é nele que culminam todas as outras carências – validação, reconhecimento…). Porque se é por merecimento, se é pelo quanto conseguimos impressionar os outros, então a definição de amor nega o próprio amor e se torna o resultado de mais uma manipulação humana, portanto, elitizado – disponível apenas para alguns poucos felizardos.

Retorno à janela da paisagem lá em cima e reabro as cortinas. Reparo novamente naquele cenário. Sim, Alguém está tentando me impressionar. Alguém está querendo chamar a minha atenção para fora desse esquema sufocante das relações horizontais. E Ele me convida a olhar com atenção. A enxergar os detalhes e ser realmente surpreendida. Não, Ele não me pede para que eu o impressione de volta. Não há nada que possa impressioná-lo. Tudo já foi feito, Ele fez tudo. Apenas o que Ele quer é que eu olhe através daquela janela e contemple o que Ele fez. E com meu coração derramando de um deleite constrangido, sussurro:

Obrigada porque seu amor não depende do que eu faço. Para Você me amar, basta que eu exista. Não há merecimento, como não há desmerecimento. Você me impressiona, porque Você pode me impressionar, porque Você é Todo-Impressionante por si mesmo – o que vejo por esta janela é a prova disso. Assim, o que me resta fazer é deixar-me ser impressionada por Você todos os dias, sem fim. Peço apenas que sensibilize o meu olhar para isso, para que eu não perca nenhuma das demonstrações exuberantes do Teu amor por mim.


Luciana Mendes Kim sou eu. No momento, vivo como uma desbravadora de sonhos.  Tenho mergulhado cada vez mais no Sentido da Vida para conhecê-lo e me maravilhar com ele. Sou mãe de um menino fofinho e casada com um artista visual incrível. Um dia, com as minhas grandes amigas Talita e Carol, criei este blog charmoso e indagador das motivações da nossa alm

O nosso jeito de amar

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Sempre achei que o amor acontecesse de um jeito só – duas pessoas trocando experiências profundas sobre a vida e expressando, por carinho ou palavras, o quanto apreciam uma a outra. Foi assim que sempre acreditei que se amava e foi assim que sempre alimentei minhas expectativas em relação ao amor.

O problema foi que essa definição de como se ama se mostrou limitada e fez com que eu só me sentisse amada por pessoas parecidas comigo, que gostavam de falar sobre seus sentimentos, enquanto outras, que talvez me amassem também, escaparam do meu radar. Meu pai é o melhor exemplo disso. Ele foi (e ainda é) aquele pai trabalhador, provedor, que saía de casa às 6 da manhã para trabalhar e voltava só às 9 da noite. Criou cinco filhos assim, garantindo a eles comida e educação de qualidade. Era o jeito dele de nos amar.

Nunca compreendi o jeito do meu pai de me amar. Sempre esperei que ele me amasse do jeito que eu amava as pessoas: passando tempo com elas, conversando sobre seus anseios e sonhos, olhando em seus olhos e tocando sua mão. Por anos a fio, fiquei matutando jeitos de conquistar o amor do meu pai. O que nunca havia passado pela minha cabeça ainda era que o amor dele por mim sempre esteve ali, na forma das roupas que eu vestia, da casa gostosa em que eu vivia, no lençol cheiroso sobre o qual eu dormia. Eu nunca havia traduzido corretamente os sinais do amor do meu pai por mim.

O mesmo pode acontecer num relacionamento amoroso. Muita gente já leu e comenta sobre o ótimo livro As cinco linguagens do amor, de Gary Chapman. Considero-o um tesouro quando o assunto é ampliar as possibilidades de comunicarmos o amor, mas mesmo dentro das categorias que ele identifica – tempo de qualidade, palavras de afirmação, presentes, toque físico e serviço – existem nuances.

Pense em duas pessoas que valorizam o tempo de qualidade, por exemplo. Pode ser que uma delas ache que a intimidade está em abrir o coração, enquanto a outra se empolgue quando fala do trabalho. Conheço um casal, em que ela gosta de conversar sobre questões profundas, enquanto ele aprecia o simples fato de estar ao lado dela, mesmo quando estão em silêncio. Ambos demonstram o amor um pelo outro através da dedicação de seu tempo, mas cada um usa esse tempo de jeito diferente. Continuar nutrindo expectativas quanto ao modo “certo” de sermos amados significa insistir em cutucar uma ferida que talvez nem precisasse existir.

Venho fazendo esse exercício de descobrir como as pessoas amam e como se sentem amadas há pouquíssimo tempo. Chegar à conclusão de que cada um tem seu jeito de demonstrar amor tem me proporcionado cura, como a história que contei sobre o jeito de amar do meu pai. Eu nunca soube ler o amor dele por mim e só agora, depois de 37 anos, é que venho sendo alfabetizada dentro da linguagem dele. Tem sido uma jornada fascinante e divertida, que talvez um dia me torne fluente na língua mais sublime do universo.


Luciana Mendes Kim sou eu. No momento, vivo como uma desbravadora de sonhos.  Tenho mergulhado cada vez mais no Sentido da Vida para conhecê-lo e me maravilhar com ele. Sou mãe de um menino fofinho e casada com um artista visual incrível. Um dia, com as minhas grandes amigas Talita e Carol, criei este blog charmoso e indagador das motivações da nossa alma.

O meu corpo sou eu

Ele vem todo apaixonado, me fala o que quero ouvir de alguém

Me chama de canto e promete me amar aqui e além

Sem me avisar que promete o que não pode dar

Eu, que já vivi outros carnavais, desconfio

Mas como seria bom se fosse verdade

Curiosa e carente, eu entro no jogo

E me acho no controle da situação

Mas lentamente – de concessão em concessão,

Eu abro mão do não.

 

Então ele me ganha, me leva pra cama

Penetra o meu íntimo e é um com a minha alma

Depois se levanta, se veste e se vai

E eu me convenço de que estou satisfeita

De que não preciso dele

De que tive tudo o que quis

 

E os dias se passam e eu penso nele

Mando uma mensagem, ele não responde

Ele é casado, poliamor ou enrolado

Me dá um perdido, me deixa de lado

Mas quando está só, me procura de novo

E eu digo sim

Achando que é pão, quando me oferece migalha

 

Essa história de abuso e defraudação

É minha e sua

O meu corpo sou eu, eu sou o meu corpo

Não dá para fazer separação

 

O Amor que eu busco não é deste mundo

É incondicional e absoluto

Me fez para Ele e não negocia

Não dá desconto e não me compartilha

E eu, teimosa, insisto em fugir

Acho um escândalo um Amor altruísta assim

Porque na vida comi tanta migalha, que já não sei o que é um banquete.

 

meu corpo sou eu
“I was there with you, my child”, do meu marido David Kim

Luciana Mendes Kim sou eu. No momento, vivo como uma desbravadora de sonhos.  Tenho mergulhado cada vez mais no Sentido da Vida para conhecê-lo e me maravilhar com ele. Sou mãe de um menino fofinho e casada com um artista visual incrível. Um dia, com as minhas grandes amigas Talita e Carol, criei este blog charmoso e indagador das motivações da nossa alma.

Meu quarto escuro

Há algum tempo, meu marido tem lamentado a falta de amigos próximos. Como nos mudamos há pouco meses, ainda não deu tempo para ele – homem tímido que é –  construir vínculos novos e fortes. Mas como eu disse a ele, as amizades virão a seu tempo.

Entretanto, enquanto eu refletia nessas coisas com ele, percebi que, mesmo que comigo esteja acontecendo o oposto – tenho feito ótimas amigas aqui -, existe um ponto cego nessas relações, um lugar onde o olhar das minhas amigas, por mais sincero e atento que seja, não alcança. E é exatamente nesse ponto cego que me encontro hoje.

Penso que podem ser inúmeras as questões que nos levam para esse lugar de solidão: um complexo antigo, um segredo indigno, uma angústia sufocante, uma dúvida perseguidora. Fazemos uma lista mental de pessoas que talvez tenham o potencial de nos ajudar, mas vamos eliminando uma a uma, quando imaginamos as possíveis reações. Então, vamos nos encolhendo de vergonha e medo, até percebermos que estamos num quarto escuro, sem porta ou janela alguma.

Ao chegar nesse ponto da conversa com o meu marido, concluí: David, você tem buscado amigos e eu tenho muitas amigas, porém carregamos questões tão profundas, que só Deus é capaz de compreendê-las por inteiro. E é essa realidade que nos torna iguais neste momento da nossa vida.   

Minha dor oculta tem me compelido a buscar mais a Deus. E essa medida tem sido como cavar um túnel secreto o qual, esperançosamente, me levará para fora da prisão de mim mesma. Neste túnel, Deus tem sido o ar, a luz e a direção. Ele tem sido o meu único guia, o Todo-Suficiente. Não há intermediários, nem distrações. Somos eu e Ele, a poucos palmos de distância um do outro. E em temor e tremor, sigo cavando o meu túnel e insistindo, num sussurro: Deus, não me deixe desistir aqui dentro. Permita, por tua misericórdia, que eu alcance o outro lado.      

 

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Luciana Mendes Kim

Mulheres Inspiradoras: Elisabeth Elliot – Dez/2018

Foi missionária no Equador, publicou 24 livros, comandou o programa de rádio ‘Gateway to Joy’ por mais de uma década, foi professora e palestrante ao redor do mundo.

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Elisabeth Howard nasceu no dia 21 de dezembro de 1926, em Bruxelas na Bélgica: lugar onde seus pais foram missionários. Porém com poucos meses de idade sua família retornou aos Estados Unidos da América, indo morar na Filadélfia, Pensilvânia.

Nossa família continuou morando na Filadélfia e depois em Nova Jersey até eu sair de casa para cursar o Wheaton College. Naquela época, a família tinha aumentado para quatro irmãos e uma irmã.1

Em Wheaton College foi onde ela estudou Grego Clássico acreditando ser uma importante ferramenta que a permitiria trabalhar na área de tradução do Novo Testamento para uma língua desconhecida. Após a faculdade, Elisabeth fez uma pós-graduação em Alberta, no Canadá, no Prairie Bible Institute.

Jim e Dave Howard, meu irmão, se formaram juntos no Wheaton College, em 1949. Embora eu também estudasse nessa faculdade, não conheci Jim até o Natal de 1947, quando Dave o trouxe para passar as festas conosco. Achei graça quando, mais tarde, fiquei sabendo que Jim havia escrito aos seus pais sobre “uma garota alta e magra, longe de ser bonita, mas de personalidade dinâmica desconcertante que me atrai.”2

Antes de se casarem, Elisabeth e Jim foram individualmente para o Equador, como parte de um treinamento missionário. E em 1953, casaram-se na cidade de Quito – iniciando sua jornada em direção a tribo indígena Auca (atualmente conhecidos como Waorani).

Mas foi em setembro de 1955 que a Operação Auca realmente teve início. Foi nesse mês que Deus começou a tecer cinco fios distintos em uma tela esplendorosa para sua própria glória.3

Jim Elliot, Pete Fleming, Ed McCully, Roger Youderian e Nate Saint eram apaixonados pelo povo Auca, mas sobretudo o estímulo deles tinha outra origem em outra fonte. Cada um dos homens havia feito um pacto pessoal com Deus, reconhecendo que pertencia ao Senhor, primeiro por direito de criação e, segundo, pela redenção oferecida na morte de seu Filho, Jesus Cristo. Este direito duplo sobre a vida de nossos maridos eliminava qualquer dúvida quanto à lealdade deles. Não era questão de lutar para seguir o exemplo de um grande Mestre. É impossível o ser humano moldar-se perfeitamente à vida de Jesus. Para nossos maridos, Jesus Cristo era Deus e, sem dúvida nenhuma, havia tomado a forma de homem para morrer e, com sua morte, oferecer não somente o escape da punição que os pecados mereciam, mas também, um novo tempo de vida, a eterna, tanto em extensão quanto em qualidade.4

E infelizmente, no início do ano de 1956, esses 5 missionários morreram depois de algumas tentativas de aproximação com a tribo Auca.

Certa noite, eu e as outras esposas conversamos sobre a possibilidade de ficarmos viúvas. O que faríamos? Deus tranquilizou nosso coração e nos deu certeza de que, independentemente dos acontecimentos, sua Palavra continuaria fiel. Sabíamos que “quando o Senhor manda o rebanho caminhar, ele vai à frente”. A liderança de Deus era evidente até aqui. Quando casamos com nossos maridos, sabíamos claramente quem teria, de modo inquestionável, o primeiro lugar na vida de cada um deles – Deus e sua obra. Essa era a condição do verdadeiro discipulado, o que se tornava devastadoramente significativo agora.5

Reconciliação

Nossa filha Valerie tinha 10 meses quando Jim foi morto. Continuei trabalhando com os índios Quichua quando, através de uma providência notável, conheci duas mulheres Auca que viveram comigo por um ano. Elas foram a peça-chave para eu ir morar com a tribo que matou os cinco missionários.6 

Quase três anos se passaram desde aquela tarde de domingo. Estou sentada em uma cabana de sapê no rio Tiwanu, poucos quilômetros ao sudoeste de “Palm Beach”. Em outra casa de sapê, apenas três metros distantes, estão dois dos sete homens que mataram meu marido. Gikita, um deles, acabou de ajudar Valerie, de três anos e meio, a assar uma banana. Dois de seus filhos embrenharam-se na floresta, empunhando zarabatanas, habilmente construídas, em busca de carne para alimentar os quinze ou vinte Aucas reunidos nesta clareira. 

Como isso aconteceu? Somente o Deus que fez um machado flutuar, o Sol parar, em cujas mãos se encontra o fôlego de todas as coisas vivas – somente esse Deus, que é o nosso Deus para todo o sempre, poderia ter feito uma coisa dessas.7

Depois de viver por 2 anos com a tribo Auca, Elisabeth retoma seu trabalho com a tribo Quichua e permanece com eles até 1963, quando ela e sua filha Valerie retornam aos Estados Unidos.

Com seu retorno aos Estados Unidos, iniciou sua vida de escritora e começou a falar publicamente sobre sua história. Em 1969, casou-se com Addison Leitch, um professor de Teologia no Seminário de Gordon-Conwell em Massachusetts, mas permaneceram casados por pouco tempo, pois ele veio a falecer em 1973.

No outono de 1974 ela tornou-se professora adjunta no mesmo seminário em que Addison lecionava, e por diversos anos lecionou em um curso chamado “Expressão Cristã”. Anos depois, em 1977, casou-se com Lars Gren.

Legado

Elisabeth, na década de 70, esteve no comitê de concepção da versão da Bíblia NVI – Nova Versão Internacional. Foi radialista, teve um programa semanal chamado “Gateway to Joy”, e por quase 13 anos ministrou palavras de sabedoria e encorajamento através das ondas do rádio.

Por 20 anos enviou newsletters por correio, publicadas 6 vezes ao ano, espalhando reflexões contemporâneas a época e pedidos de oração. Foi autora de 24 livros e viajou o mundo contando sua história, compartilhando seu conhecimento e experiência de relacionamento profundo com Deus.

Em seus últimos anos de vida, ela e o marido pararam de viajar, mas continuaram o contato com o público via seu site oficial: elisabethelliot.org. Até que no dia 15 de junho de 2015 veio a falecer, passando pelos portais do esplendor aos 88 anos de idade.

Como não se inspirar com uma mulher dessas? Quantas perdas e reconciliações? Quantas frustrações e possibilidades de recomeços? Quanto fruto gerado de sementes que se dispuseram a morrer voluntariamente?

Oro para que eu possa vir a ser, quem sabe 1/3 de quem Elisabeth foi. Oro para que mesmo em meio a dor e ao sofrimento, a frustração e a angústia eu possa frutificar como ela escolheu fazer.

Senhor, me ajude a não tornar-me amarga, gerando frutos que não provém de Sua Videira. (João 15.5)
Me ajude a compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade de Teu Amor.
(Efésios 3.18)
Me ajude a contentar-me em ser pequena, como um grão de mostarda, mas em Ti crescer para ser refúgio. (Marcos 4.31–32)
Me ajude a amar primeiramente a Ti, para que estando arraigada e alicerçada em Ti, por Ti e Contigo eu consiga amar meu próximo. (Efésios 3.17)
Amém.

 

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NOTAS:

1Trecho retirado do site oficial de Elisabeth Elliot e traduzido livremente: elisabethelliot.org/about.html.

2Trecho retirado do livro, Através dos Portais do Esplendor, escrito por Elisabeth Elliot, Capítulo 1 – Não ouso ficar em casa, p 18.

3Trecho retirado do livro, Através dos Portais do Esplendor, escrito por Elisabeth Elliot, Capítulo 9 – Setembro de 1955, p 125.

4Trecho retirado do livro, Através dos Portais do Esplendor, escrito por Elisabeth Elliot, Capítulo 15 – Por que os homens foram?, p 205.

5Trecho retirado do livro, Através dos Portais do Esplendor, escrito por Elisabeth Elliot, Capítulo 15 – Por que os homens foram?, p 204.

6Trecho retirado do site oficial de Elisabeth Elliot e traduzido livremente: elisabethelliot.org/about.html.

7Trecho retirado do livro, Através dos Portais do Esplendor, escrito por Elisabeth Elliot, Epílogo – Novembro de 1958, p 295.

 

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A Série Mulheres Inspiradoras tem como objetivo celebrar a história de mulheres cristãs que imprimiram sua marca no mundo através da arte, música, literatura, justiça social, teologia, ciências e/ou outras esferas que compreendem o nosso bem viver. Para nos inspirar e impulsionar a deixarmos também o nosso legado no mundo, devolvendo ao Criador o que Ele nos confiou.


Sou Carolina Selles apaixonada por cores, histórias e sabores. Sou designer, graduada em Arte & Tecnologia e uma das idealizadoras do Santa Paciência.

Aprendendo a viver com saudades

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Hoje faz sete meses que nos mudamos do Brasil. E cada dia que passa sinto mais saudade.

No início,  eu sentia falta do pastel com caldo de cana e das festas infantis lotadas de brigadeiro. Depois, foi a vez dos lugares… a feira, a praia, a igreja, o bairro da Mooca. Aí então, foi a vez do contato virtual com os amigos e com a família, que se tornou insuficiente, e logo a saudade deles se instalou também.

Agora, sinto saudades de tudo e qualquer coisa relacionada ao Brasil. Ontem, por exemplo, passávamos de carro sobre um viaduto aqui da cidade e eu comentei com o meu marido: “E a Radial Leste, hein? Que saudade dela!”. Como resposta, recebi um olhar indignado.

E por que não volta para o Brasil? – ouço uma de vocês pensando.

Porque tenho aprendido cada vez mais que a saudade não se mata, mas se doma.

Quanto mais vamos amadurecendo, mais vamos tendo de lidar com a saudade. Afinal, nem sempre teremos como voltar para os braços daquilo de que sentimos falta. Às vezes é de um tempo que já ficou para trás, às vezes é de uma pessoa que não vive mais e, outras vezes, é de uma pessoa que vive, mas que hoje percorre caminhos distantes dos nossos.

Penso que o ponto crucial dessa história é exatamente este, quando encaramos a saudade de frente, olhos nos olhos, e, com um suspiro de rendição, desviamos o olhar.  É aí que sabemos: a saudade vai sempre fazer parte de quem somos.

Lidar com essa realidade – a presença constante da saudade – é como ter uma visita em casa que não sabe a hora de ir embora. Você quer achar um jeito de ela perceber que já ficou demais, mas você não sabe como fazer isso e, assim, ela vai ficando, ficando, até a gente perceber que ela não tem intenção nenhuma de ir embora. Nunca.

David e eu não temos planos de retornar definitivamente ao Brasil. Pelo menos, não a curto prazo. Logo, temos diante de nós uma escolha a ser feita: acolher a saudade e incorporá-la à rotina, ou então deixar que ela nos distraia da vida que aqui estabelecemos e nos leve para o mundo paralelo de um retorno idealizado.

Gosto da empatia que encontro em artistas, quando o assunto é saudade. Aliás, vou postar no final uma música de uma dupla britânica que eu adoro e cuja letra descreve com perfeição o sentimento de falta de uma pessoa a quem amamos. Entretanto, me sinto no dever de ir além: a saudade é dor, mas não é dor.

A saudade constante também é sinal de que nossa perseverança em favor das decisões já tomadas está sendo treinada. Ela também nos torna mais gratos por momentos e pessoas. A saudade, além disso, nos molda e nos ensina a atribuir valor ao que antes nos parecia banal. A partir dela, vamos percebendo que somos mais dependentes das pessoas do que julgávamos ser e que não podemos ter tudo e todos ao mesmo tempo, tampouco estar em tudo e com todos ao mesmo tempo. Logo, ela nos ensina sobre limitação e nos devolve a humildade, há tanto perdida no excesso de ego.

A essa contraditória e intrusa hóspede, uma definição poética e precisa da minha brilhante Clarice Lispector:

E é por isso que eu tenho mais saudades…
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

 

 

 

*A imagem no topo da página é de Aaron Burden


Luciana Mendes Kim sou eu. No momento, vivo como uma desbravadora de sonhos.  Tenho mergulhado cada vez mais no Sentido da Vida para conhecê-lo e me maravilhar com ele. Sou mãe de um menino fofinho e casada com um artista visual incrível. Um dia, com as minhas grandes amigas Talita e Carol, criei este blog charmoso e indagador das motivações da nossa alma.

Enxergando Deus em tudo

Quando uma amiga pede que eu a ajude em oração por algo, costumo dizer: vamos orar, sim. E depois, não se esqueça de prestar atenção nos sinais de resposta de Deus. 

Quando digo isso, não estou dizendo a ela que espere por sinais sobrenaturais, como uma luz ofuscante invadindo o quarto, ou um anjo se aproximando dela para entregar um bilhetinho da parte de Deus com a resposta. É olhar em volta mesmo e ver como Deus quer agir, responder, se revelar ou até nos ensinar, a partir daquilo que pedimos a Ele.

Essa forma de oração – uma conversa de mão dupla, em que Deus é também participante e não somente ouvinte (o que também não seria nada ruim, nessa era em que todo mundo quer falar e quase ninguém quer ouvir) – transforma radicalmente o nosso olhar para a realidade. Começamos a prestar mais atenção na nossa rotina e enxergar elementos “divinos” nela – no sentido de reconhecê-los como interferências de Deus.

Quando estamos interessadas em conhecer quem é Deus e Sua vontade para nós, começamos a perceber traços Dele em cada detalhe da nossa vida.

Conseguimos enxergá-lo nas janelas com venezianas

Quando visitei a Polônia pela primeira vez, onde moro hoje, o meu filho de quatro anos estava com muita, mas muita dificuldade de dormir. Motivo? Era verão e aqui, no verão, o sol só vai embora às 10 da noite. Ou seja, enquanto estava claro, ele achava que era dia e não fechava os olhos de jeito nenhum!

Mas por que você não fechou a janela??

Pois é, a solução teria sido simples, se as janelas aqui tivessem venezianas. Mas a maioria não tem.

Antes de nos mudarmos para a Polônia, oramos bastante, inclusive por um lugar para morar. Fizemos uma boa busca em sites especializados em aluguel de imóveis e qual não foi a minha surpresa quando, no primeiríssimo apartamento que visitei, me deparei com o quê?? V.E.N.E.Z.I.A.N.A.S  nas janelas! Até a porta de vidro para a sacada tinha veneziana. Em outras palavras: quando as venezianas estão fechadas, o apartamento fica mergulhado num breu absoluto.

Saquei na hora o que estava acontecendo: era Deus nos mandando um recado muito amoroso, mostrando que aquele era o lugar preparado por Ele para nós. E cá estamos.

Conseguimos enxergá-lo na mãe de um amigo da escola do nosso filho

Ainda sou um bebê quando o assunto é a língua polonesa. Sei dizer meu nome, minha idade e palavras soltas.

Agora tente imaginar a minha situação numa reunião de pais na escola do meu filho. Uma hora e meia fazendo esta cara:  emoji. Difícil!

Na última reunião que tivemos, o jeito que achei de entender foi gravar tudo e, dias depois, pedir para uma alma polonesa bondosa traduzir pra mim.

Há umas três semanas, uma mãe da escola entrou em contato comigo do nada, se apresentou e começou a explicar como o conselho de pais funcionava e mais um monte de detalhes de tudo que eu não havia entendido até aquele momento. Descobri por ela que tem um dia em que as crianças levam um bicho de pelúcia, outro dia em que vai ter uma festa que os pais precisam ir também e outro dia ainda em que é preciso pagar pelos materiais de arte.

E se ela não tivesse aparecido na minha vida e me explicado tudo isso? Saquei pela segunda vez: era Deus de novo.

Conseguimos enxergá-lo no carro 

Não viemos para a Polônia “em busca de uma vida melhor”. Aliás, o motivo pelo qual estamos aqui não nos proporciona a facilidade de adquirirmos um carro.

O problema é que já estamos vivendo um clima de inverno (ontem à noite nevou) e quem tem criança não deseja exatamente ficar com ela parada no frio, esperando o ônibus para a escola. Porém, como já contávamos com isso, investimos em roupas quentinhas para nós todos.

Mas o que não esperávamos de jeito nenhum aconteceu mesmo assim: uma família brasileira que também mora aqui e de quem somos amigos foi viajar para o Brasil por três meses e entregou a chave do carro deles na nossa mão, para o usarmos até fevereiro de 2019!

Desta vez, nem oração eu tinha feito. Deus não fica esperando a nossa oração para agir com amor. Ele vem e cuida de nós assim mesmo, sem nem termos pedido nada.

Deus não é o gênio da lâmpada e nem sempre dá o que pedimos da forma como pedimos. Mas uma coisa é certa: Ele SEMPRE nos responde. E essa resposta pode vir de diversas maneiras, por isso precisamos estar atentas aos sinais.

Existe ainda um passo além a ser dado, que requer atenção aos detalhes, àquelas mínimas coisas, nas quais a nossa limitação ainda nem permitiu que pensássemos. Basta reparar nelas, que você vai encontrar Deus também ali.

 

Captura de Tela (104)

Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito?
Salmo 116.12

 


Luciana Mendes Kim sou eu. No momento, vivo como uma desbravadora de sonhos.  Tenho mergulhado cada vez mais no Sentido da Vida para conhecê-lo e me maravilhar com ele. Sou mãe de um menino fofinho e casada com um artista visual incrível. Um dia, com as minhas grandes amigas Talita e Carol, criei este blog charmoso e indagador das motivações da nossa alma.