Respeito em forma de cupcakes!

Existem muitas definições para a palavra amor. A que mais me agrada é que amor é respeito.

Para amar alguém, é fundamental respeitá-lo. Você pode não concordar com a pessoa, não aceitar algo que ela faça ou o modo como aja e até mesmo não gostar de suas atitudes. Mas o fato de respeitá-la é amá-la. O fato de respeitar seu modo de existir é amá-la.

A pessoa por quem eu mais me sinto respeitada nessa vida, além de Deus, é o David, meu marido. E ele demonstra esse respeito de diversas formas. Uma delas é cozinhando!

Eu descobri há alguns anos diversas restrições alimentares que mudaram radicalmente minha rotina alimentar. Não posso consumir leite e todos os seus derivados, glúten, ácidos, quaisquer aditivos químicos, açúcar de qualquer tipo em excesso, gordura de qualquer tipo em excesso. Meu intestino e meu estômago não toleram nada disso, simples assim. Sinto muita dor, fico inflamada e com irritações diversas pelo corpo.

É muito difícil. Eu não saio de casa sem comida, é quase impossível comer fora, eu penso em comida o dia inteiro e não é por gula. Eu tenho horário pra comer, tenho uma lista fixada na geladeira com lembretes, eu leio cada letrinha de todo rótulo que encontro pela frente.

O David, demonstrando respeito, amor e cuidado por mim, pesquisa receitas adaptadas pra que eu possa desfrutar de coisas deliciosas que, tradicionalmente, levam ingredientes proibidos pra mim. Dessa vez, foram cupcakes de chocolate! Ele chamou de “taçacakes”, já que não temos forminhas para cupcakes e, aqui, tudo se adapta!

O que eu acho mais bonito na atitude do David é que ele faz isso por vontade própria. Às vezes eu comento, sem pretensões, que sinto saudade de comer certa coisa e ele aparece com o prato pronto. E fico muito feliz e orgulhosa de mim por ter me aberto à possibilidade do casamento, mesmo em tempos em que a família é vista como uma instituição furada e falida e com o paradigma cristalizado de que homem não pode ocupar o papel de “cozinheiro” da casa.

Eu nunca pensei em me casar. Justamente porque eu não queria para a minha vida esse modelo patético (no sentido de ser tachado como única alternativa viável e não uma escolha do casal) atribuído à família, no qual marido é superior à esposa, marido trabalha e mulher fica em casa, esposa cozinha, enquanto o marido lê o jornal. Quando comecei a namorar o David (e nossa história é longa), percebi que sim, eu poderia me casar. Ele existia, eu poderia me casar.

Aqui em casa, nos empenhamos para respeitar um ao outro, incondicionalmente. E eu adoro quando ele me respeita em forma de taçacakes!

Compartilho aqui a receita, para que intolerantes como eu possam saborear essa sobremesa deliciosa sem sentir dor (no corpo e na consciência).

Obs.: Na receita vai uma quantidade significativa de açúcar e azeite, dois ingredientes que me são permitidos em poucas quantidades. Também vai cacau, que é ácido (proibido pra mim), mas depois de muitos testes e diário alimentar, percebi que em pouca quantidade e sem regularidade, também não me causa os sintomas. Sendo assim, para não passar mal, não comi muitos taçacakes.

Taçacakes/Cupcakes de chocolate sem lactose e sem glúten: taçacake David Ingredientes:

– 3 ovos;

– 1 xícara de chá de açúcar demerara (ou mascavo);

– ½ xícara de chá de cacau em pó 100%;

– 1 xícara de chá de água morna (ou “leite” vegetal – arroz, coco, amêndoas, etc.);

– ½ xícara de chá de azeite (ou óleo vegetal – de girassol, de coco, etc.);

– 1 xícara de chá de farinha de arroz;

– 1 colher de sopa de fécula de batata;

– 1 colher de sopa de fermento em pó.

Modo de preparo: No liquidificador, bata os ovos e o açúcar até formar um creme homogêneo. Acrescente o azeite e o cacau e bata até dissolver o pó. Junte a água morna e bata novamente. Depois adicione a farinha de arroz e a fécula de batata e bata outra vez. Por último, bata rapidamente com o fermento acrescentado.

A massa fica líquida, não se assuste. Isso torna o cupcake fofinho e macio.

Coloque em forminhas para cupcake, ou, faça “taçacakes”! Essas taças que o David usou são liberadas para uso no forno.

Se optar por não usar forminhas de silicone, lembre de untar o recipiente que usar. O David unta com azeite mesmo.

Tome o cuidado de não encher completamente a forminha ou a taça, porque o bolinho cresce bem.

Leve ao forno pré aquecido a 180° por, mais ou menos, 15 minutos (nas forminhas de silicone), ou, por mais ou menos 30 minutos (aqui foi assim, na taça).

Pra ter certeza que está bom, espete um palito. Se ele sair seco, o taçacake está pronto!

Adapte a receita à sua necessidade ou possibilidade! Crie recheios e coberturas. Bom apetite!

A foto é do taçacake de chocolate do David!


Talita Guedes Bittioli é um ser-de-infinitas-possibilidades que cuida de almas pra se sustentar, escreve pra se libertar e segue tentando percorrer um bom caminho. É também uma das idealizadoras do Santa Paciência.

O resgate da Mulher Selvagem

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Eu tenho uma alma livre, mas fui domesticada.

Quando criança, meu apelido era “oncinha”. Se ainda não deu pra entender, explico: eu era arisca. Não gostava de gente me pegando, abraçando, beijando, mordendo, fazendo cuti cuti. Tinha vontade própria e já era indignada.

Contudo, devido ao sexismo, ao machismo e à religião, eu fui, ao longo dos anos, domesticada. Aprendi a ser mocinha. Mas a Mulher Selvagem, o Self instintivo inato, que existe em todas nós, mulheres, nunca deixou de viver dentro de mim, mesmo ainda criança e adolescente, e tem se manifestado muito mais na vida adulta.

Ouvi falar do livro ‘Mulheres Que Correm Com Os Lobos’ pela primeira vez por minha psicoterapeuta, numa das densas sessões em que eu falava sobre me sentir sufocada, calada, exausta e fora do lugar. Ela me sugeriu ler algumas histórias e eu me encantei pelo arquétipo da Mulher Selvagem, porque a reconheci dentro de mim. Como a autora diz no livro: ela (a Mulher Selvagem) deixa em seu rastro no terreno da alma da mulher um pelo grosseiro e pegadas lamacentas. Esses sinais enchem as mulheres de vontade de encontra-la, libertá-la e amá-la¹. Eu amo minha Mulher Selvagem! E quero correr com os lobos!

Uma mulher saudável assemelha-se muito a um lobo: robusta, plena, com grande força vital, que dá a vida, que tem consciência do seu território, engenhosa, leal, que gosta de perambular. Entretanto, a separação da natureza selvagem faz com que a personalidade da mulher se torne mesquinha, parca, fantasmagórica, espectral. Não fomos feitas para ser franzinas, de cabelos frágeis, incapazes de saltar, de perseguir, de parir, de criar uma vida. Quando as vidas das mulheres estão em estase, tédio, já está na hora de a mulher selvática aflorar. Chegou a hora de a função criadora da psique fertilizar a aridez².

Essa Mulher Selvagem é incrível. É livre, é plena. É como um lobo. Mas, a atividade predatória contra os lobos e contra as mulheres por parte daqueles que não os compreendem é de uma semelhança surpreendente³. Somos domesticados. Lobos domesticados se tornaram os nossos conhecidos e “melhores amigos do homem”, os cães. E nós, mulheres? Fomos caladas, infantilizadas e tratadas como propriedade, mantidas como jardins sem cultivo4.

A postagem de hoje é um convite ao resgate de sua Mulher Selvagem! Para te aguçar, deixo aqui a resenha do livro feita por nossa convidada especial, Rose Selles, que é mãe da Carolina Selles, uma das colaboradoras do Santa Paciência.

Corra com os lobos, com a gente!

¹ citação extraída da página 26.

² citação extraída da página 25.

³ citação extraída da página 16.

4 citação extraída da página 17.

Imagem retirada daqui, criada pela artista Pamela Hill.

Resenha escrita por Rose Selles.

Fazer esta resenha para descrever este livro, além de ser um imenso prazer, por ser, sem dúvida, uma abordagem fascinante sobre nós mulheres e o nosso contexto na história, é também uma grande responsabilidade, por se tratar de uma obra reconhecida pelo seu contexto e, ao mesmo tempo, indicada tanto nos cursos de psicologia, como em muitos consultórios terapêuticos.

Espero poder contribuir, de maneira que você sinta vontade de conhecê-lo ou, se já o conhece, compartilhar o seu ponto de vista.

Para tanto, acredito ser interessante apresentar primeiro a sua autora – Clarisse Pinkola Estés – ela é PhD em psicanálise junguiana, escritora, contadora de histórias e poetisa. Dentre suas obras, esta ficou na lista de best-sellers nos EUA por mais de um ano. Estés apresenta a interpretação de mitos, lendas e histórias antigas com foco na identificação do arquétipo da mulher selvagem ou a essência da alma feminina que se perdeu ao longo do desenvolvimento das civilizações, tornando-a domesticada. Ela considera que os instintos femininos foram devastados e os seus ciclos naturais transformados à força em ritmos artificiais para agradar aos outros. Ao investigar o esmagamento da natureza instintiva feminina, descobriu a chave da sensação de impotência da mulher moderna. Mas, segundo a autora, esta energia, considerada vital para nós mulheres, pode ser restaurada como ruínas de um mundo subterrâneo, até o ponto em que possa ressurgir, das grossas camadas de condicionamento cultural, a corajosa loba que vive em cada mulher. Esta analogia que faz da mulher com os lobos ocorre por perceber, com observações e estudos, semelhanças no comportamento das lobas, principalmente com seus filhotes, companheiro e sua matilha.

Para a autora, a Mulher Selvagem revela-se, portanto, como a Alma Feminina – intuitiva, com percepção aguçada, corajosa, determinada, que consegue adaptar-se em circunstâncias desfavoráveis ou mesmo em constante mutação, preocupando-se com o que julga ser de sua responsabilidade.

Ao direcionar o olhar a esse aspecto, Estés apresenta por intermédio de alguns mitos, contos de fadas, lendas e histórias que foram escolhidas por 20 anos de pesquisa, a possibilidade da mulher se ligar novamente aos atributos considerados saudáveis e instintivos do arquétipo da Mulher Selvagem. Alguns exemplos disso são a história da Menina dos Fósforos, em que ela alerta para os perigos de uma vida desperdiçada em devaneios, já na do Barba Azul, mostra como sarar feridas que parecem não ter cura e, em La Loba, ensina a função transformadora da psique. Para a autora, não importa a cultura pela qual a mulher seja influenciada, pois ela compreenderá intuitivamente as palavras e o que significa ser mulher selvagem.

É todo esse contexto que torna essa obra enriquecedora, pois procura revelar a psicologia feminina em seu estado mais puro em busca do conhecimento da alma.

Mulheres que correm com os lobos: Mitos e Histórias do Arquétipo da mulher selvagem.
Clarissa Pinkola Estés.
Tradução – Waldéa Barcellos.
14 ed., Rio de Janeiro. Rocco. 2014.
576 páginas.

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Talita Guedes Bittioli é um ser-de-infinitas-possibilidades que cuida de almas pra se sustentar, escreve pra se libertar e segue tentando percorrer um bom caminho. É também uma das idealizadoras do Santa Paciência.

Eu & Ele

Talvez, ao chegar em casa, eu te convide para uma conversa, um diálogo, um bate-papo sobre a vida, escolhas, decisões, esperanças, esperas… E sobre como algumas coisas que acontecem e todos dizem ser permissão tua, são tão dificeis de compreender, aceitar, entender…

Talvez, eu faça um café ou chá e te convide pra sentarmos à mesa, numa tentativa maluca de dar um tom informal a nossa conversa, e, assim quem sabe, você responda a alguns dos meus dilemas, me dê respostas à perguntas há muito esquecidas ou mesmo deixadas de lado por parecer não haver saída.

Talvez, eu lhe escreva uma carta contando como tem sido dificil a angústia da espera, como meu coração oscila entre momentos de paz e esperança, de apreensão e medo.
Talvez, eu ponha uma música que me faça pensar em você e te diga então, o quanto me sinto cansada e envergonhada por estar sempre me desculpando pelas mesmas coisas.

Eu não vou me perder dessa vez! Na correria da cidade, as luzes acendem e quase me esqueço que estou com você. Nossa conversa não se estende, e eu adormeço com a ideia de continuar numa próxima vez…
Você é paciente e sempre me espera. Sempre me entende e eu continuo o monólogo sem te dar chance do retorno.

E num rompante de coragem, resolvo mudar o rumo do papo: me conte de você! Me fale como foi ser tão obediente, como pode continuar sendo tão tolerante? Me fale da sua vida, o que passa pela sua cabeça? Por que me ama tanto? Quero que fique até sentir seu perfume em todos os cantos da casa, até que eu tenha gestos parecidos com os seus. Converse mais comigo, até que eu pegue o seu jeito de falar, caminhar, amar…

Quero aquele algo íntimo que faz de gente tão diferente parecer igual, e de tão igual, não se sabe onde começa um e termina o outro. E só assim poderei dizer que estou em ti e você em mim.

E então, talvez assim, eu entenda que não se trata de mim, nem das minhas dores, anseios, esperas… Mas sim, de você.

“Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”.
(Lucas 10.42)

 


Alesandra Freitas é mineira, estuda Teologia, é formada em Pedagogia, trabalha com Educação e ama aprender com os pequenos.

Jesus – machista ou feminista?

Reza a lenda feminista contemporânea que o cristianismo é, entre outros defeitos, machista. Claro que, depois que alguém afirmou e uma segunda pessoa reafirmou, virou um clichê e, a partir daí, ninguém mais quis ter o cérebro de questionar a informação. Virou história de papagaio pós-modernoso: você vai lá, repete o que ouve de terceiros e fica de boa, só aguardando pelos likes. Afinal de contas, dá uma preguiça ir atrás e questionar. Por que questionar, se a verdade do outro já chegou até mim mastigadinha, pronta para eu me apropriar dela? E assim, enquanto copio e colo o clichê, cometo o erro que tanto condeno nos outros: o preconceito – julgar algo e tachá-lo sem conhecer sobre o que se trata.

Compreendo que as evidências, das quais as feministas contemporâneas se valem para chamar o cristianismo de machista, sejam o padrão patriarcal de família retratado na Bíblia, principalmente no Antigo Testamento (que funcionava muito bem para a organização da sociedade na época), e talvez algumas afirmações de Paulo, as quais, se retiradas de seu contexto e de uma interpretação mais cuidadosa, de fato, dão margem para pensarmos em modelos machistas – mas acredite: não são (podemos discuti-los em uma outra postagem).

Fora esses dois casos, porém, não vejo a menor base para a afirmação de que o cristianismo seja uma fé antimulher. Jesus – figura central do cristianismo, reverenciado pelos cristãos como sendo o próprio Deus encarnado – além de ter tido amigas, que apoiavam financeiramente o seu ministério, também conversou com mulheres rejeitadas pela sociedade com respeito, sem dar em cima delas. Uma dessas mulheres, aliás, havia sido condenada à morte a pedradas, porque foi pega traindo o marido, enquanto o amante fugia de fininho. Jesus foi até a muvuca de gente que a cercava para apedrejá-la e impediu sua execução. Em outro momento, Jesus começou a conversar com uma mulher que não era da sua etnia – e isso era contrário às regras machistas de seu contexto social e religioso –, mas ele não se importou e, como nos contou a Talita em outro post, ele foi até essa mulher compartilhar de algo bom que ele tinha: um sentido para a vida. Isso sem mencionar que foi a três mulheres que o anjo apareceu para contar que Jesus tinha ressuscitado e foi para uma delas que Jesus apareceu primeiro depois de ressuscitar, e não para os discípulos. E por aí vai…

E aí, Jesus era machista ou feminista?

Nada melhor do que a Bíblia para responder essa pergunta:

Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher, pois todos vocês são um em Cristo Jesus (Gálatas 3.28).

Não, Jesus não era machista. E nem feminista. Nele, a igualdade de gênero é total, definitiva e extrema: todos somos um. Não existe discriminação no amor que ele nutre pelo ser humano. E a nós, mulheres e homens alcançadxs por um amor tão desprendido e sem letras miúdas, só nos resta espalhar o mesmo amor – sem distinção.


Luciana Mendes Kim é graduada em Letras, mestre em Literatura Brasileira e uma das idealizadoras do Santa Paciência.

A lua que inspira o amor, que inspira a arte: adoração em forma de poema

Lua

Quando a gente fala sobre adoração, logo vem à mente “músicas”.

Eu nunca tive a musicalidade muito afinada. Eu não canto, não sei e não gosto. Também não toco nenhum instrumento. Participei da fanfarra na escola, quando tinha uns nove ou dez anos, tocando caixa de guerra, nem sei dizer o porquê. Fiz aulas de violão por dois anos por vontade dos meus pais e detestava. Tenho vontade de aprender piano, mas… Eu sei que não vai acontecer rs. Me sinto desajeitada, desconfortável e nem um pouco apropriada de mim mesma. Não me sinto livre pra adorar. Resolvi, então, simplesmente não insistir nisso.

Mas sempre via a adoração ser associada às músicas e pensava: que desperdício!

Também via o tempo todo definições sobre a mulher, tachando-a como mais emotiva, afável, meiga e delicada e que ao adorar, uma mulher chora, se expressa veementemente, se fragiliza. Por essa definição, eu não seria mulher…

Particularmente, o meu maior momento de conexão com Deus e o qual eu me sinto realmente o adorando em espírito e em verdade¹, é quando olho para a lua. Em quaisquer de suas formas. Me sinto, verdadeiramente, re-ligada. Todas as vezes que vejo a lua e sou abalada por sua beleza, sinto o amor inexplicável de Deus e o adoro.

Porém, não é só nesse momento. Toda a natureza me faz refletir sobre a grandeza de Deus². E a natureza me faz refletir sobre a arte. E a arte também me re-liga e me leva a adorar, através da minha apreciação das obras de diversos artistas.

Mas eu queria criar um pedacinho de arte própria e adorar meu Deus com ela, de forma mais original e pessoal. Uma experiência diferente da que eu estava habituada. Adoração não é um momento, é um modo de vida. E aí, paralisei, porque estava tentando criar um momento específico para uma adoração específica. Não sei, mas isso não me caiu bem.

Eu esqueci e deixei correr de forma fluida e natural, espontânea como acredito que a adoração acontece. E, sem esperar, sem programar, escrevi meu primeiro poema para Deus:

“Essência da minha existência.
Minha inspiração e expiração.
Minha busca, meu caminho, minha saudade.
Meu grito por liberdade.
O raio de sol que me aquece.
A lua que me ilumina.
O sopro que me refresca.
O abraço que me conforta.
A voz que me consola.
O som que me alegra.
O impulso que me pulsa vida.
Acalento. Sussurro Suave. Paz. Plenitude. Serenidade”.

¹João 4:23 e 24.
²Salmos 19:1.
A foto foi tirada por mim, na rua de casa, num lindo entardecer.


Talita Guedes Bittioli é um ser-de-infinitas-possibilidades que cuida de almas pra se sustentar, escreve pra se libertar e segue tentando percorrer um bom caminho. É também uma das idealizadoras do Santa Paciência.