A lua que inspira o amor, que inspira a arte: adoração em forma de poema

Lua

Quando a gente fala sobre adoração, logo vem à mente “músicas”.

Eu nunca tive a musicalidade muito afinada. Eu não canto, não sei e não gosto. Também não toco nenhum instrumento. Participei da fanfarra na escola, quando tinha uns nove ou dez anos, tocando caixa de guerra, nem sei dizer o porquê. Fiz aulas de violão por dois anos por vontade dos meus pais e detestava. Tenho vontade de aprender piano, mas… Eu sei que não vai acontecer rs. Me sinto desajeitada, desconfortável e nem um pouco apropriada de mim mesma. Não me sinto livre pra adorar. Resolvi, então, simplesmente não insistir nisso.

Mas sempre via a adoração ser associada às músicas e pensava: que desperdício!

Também via o tempo todo definições sobre a mulher, tachando-a como mais emotiva, afável, meiga e delicada e que ao adorar, uma mulher chora, se expressa veementemente, se fragiliza. Por essa definição, eu não seria mulher…

Particularmente, o meu maior momento de conexão com Deus e o qual eu me sinto realmente o adorando em espírito e em verdade¹, é quando olho para a lua. Em quaisquer de suas formas. Me sinto, verdadeiramente, re-ligada. Todas as vezes que vejo a lua e sou abalada por sua beleza, sinto o amor inexplicável de Deus e o adoro.

Porém, não é só nesse momento. Toda a natureza me faz refletir sobre a grandeza de Deus². E a natureza me faz refletir sobre a arte. E a arte também me re-liga e me leva a adorar, através da minha apreciação das obras de diversos artistas.

Mas eu queria criar um pedacinho de arte própria e adorar meu Deus com ela, de forma mais original e pessoal. Uma experiência diferente da que eu estava habituada. Adoração não é um momento, é um modo de vida. E aí, paralisei, porque estava tentando criar um momento específico para uma adoração específica. Não sei, mas isso não me caiu bem.

Eu esqueci e deixei correr de forma fluida e natural, espontânea como acredito que a adoração acontece. E, sem esperar, sem programar, escrevi meu primeiro poema para Deus:

“Essência da minha existência.
Minha inspiração e expiração.
Minha busca, meu caminho, minha saudade.
Meu grito por liberdade.
O raio de sol que me aquece.
A lua que me ilumina.
O sopro que me refresca.
O abraço que me conforta.
A voz que me consola.
O som que me alegra.
O impulso que me pulsa vida.
Acalento. Sussurro Suave. Paz. Plenitude. Serenidade”.

¹João 4:23 e 24.
²Salmos 19:1.
A foto foi tirada por mim, na rua de casa, num lindo entardecer.


Talita Guedes Bittioli é um ser-de-infinitas-possibilidades que cuida de almas pra se sustentar, escreve pra se libertar e segue tentando percorrer um bom caminho. É também uma das idealizadoras do Santa Paciência.

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