A liberdade em amar

Drowning in Thoughts - Kathrin Honesta
Drowning in Thoughts – Kathrin Honesta

Semana passada, em uma quarta-feira a noite, pós-trabalho e num dia de chuva em São Paulo, tive o privilégio de me reunir com pessoas queridas, em um clima extremamente aconchegante, com comidas, risadas e bate-papos sobre a vida. De quebra, ouvimos também algumas canções, somente voz & violão, que comunicavam letras profundas em melodias sensíveis. E, entre uma música e outra, a história da canção nos era contada, revelando contextos, anseios e lutas daquele que se apresentava à uma roda de amigos tão diversificada.

O tempo foi passando e muitos pensamentos borbulhavam dentro de mim. Me senti extremamente grata por estar ali, escutando e refletindo sobre tanta coisa que, há tempos, venho colocando em xeque em minha vida. Dentre tantas reflexões, a que mais me marcou, me deixando pensativa durante o resto da semana, foi sobre a necessidade de ser (e sentir-se) amada. Estevão Queiroga, antes da canção O Preço do Amor, falou sobre essa expectativa, que constantemente nutrimos e geralmente depositamos nossa felicidade. Mas, por mais esforço e empenho que eu exerça, não tenho garantias que o outro irá me amar, não posso controlar tal ação.

 

“Ainda penso que, se nosso amor significa simplesmente um anseio de ser amados nosso estado é bastante lamentável”

Os quatro amores – C. S. Lewis

 

Assim, a inversão dessa lógica pode fazer mais sentido: em vez de buscar ser amada talvez seja melhor amar… É isso! Óbvio! Mas, muitas vezes, é tão negligenciado por mim o fato que sou chamada a amar.

  • Sou chamada a amar porque Ele me amou primeiro. 1 João 4.19
  • Sou chamada a amar porque Seu amor foi tão grande que Ele entregou-Se por mim. João 3.16
  • Sou chamada a amar porque Ele é Amor. 1 João 4.16

Com isso, não acredito, tampouco estou querendo dizer, que devo negar por completo tal desejo – o de ser amada. Mas, creio que, o que o Estevão quis dizer e o que Deus insistentemente nos mostra é que EU JÁ SOU AMADA Mateus 3.17. E amada de um jeito que ninguém, somente Ele, pode me amar. Portanto, não devo entrar numa busca frenética por aceitação. Não posso me contentar com tão pouco, quando Jesus me ensina que Ele tem TUDO para me oferecer, pois Ele É a fonte de vida, a verdadeira água viva que mata minha sede existencial. Também, não estou querendo dizer que, devo me abster e desejar o celibato para o resto da minha vida, não é isso! Mas preciso, constantemente, sondar meu coração para compreender minhas (reais) motivações e intenções em qualquer relacionamento. Pois, enquanto eu estiver buscando felicidade desta maneira, em relacionamentos diversos, conforme a história da mulher samaritana nos mostra, estarei buscando completude em poços que secarão e fatalmente voltarei a sentir sede.

PS: Obrigada Vila, Raquel, Eva & Mathias e Janssem pela hospitalidade e tempo de qualidade <3

 


Carolina Selles é apaixonada por cores, histórias e sabores, é designer, graduada em Arte & Tecnologia e uma das idealizadoras do Santa Paciência.

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