RE-PENSE: A maneira como você se vê, transita e desfruta a cidade

Com a pressa que estressa e as demandas exageradas de trabalho será que estamos aproveitando o que a cidade tem nos ofertado?

Somos mais de 12 milhões de pessoas na cidade de São Paulo e, juntos, respiramos o mesmo gás carbônico que sai do escapamento de carros engarrafados e de velhos ônibus que nos levam, todos os dias, para nossos trabalhos, faculdades e lares.

Somos muitas e muitos, de fato! Moramos em lugares bem afastados do centro e nos deslocamos por quilômetros, diariamente. Somos da Zona Leste, Zona Norte, Zona Sul, Zona Oeste e de todos os seus desdobramentos.

Apressados, nos deslocamos por quilômetros e não prestamos atenção aos detalhes.

Como paulistanos caricatos (ou adeptos desta cultura que aqui se refugiam) gostamos de supervalorizar a falta do nosso tempo. E assim, desenvolvemos ansiedades diversas, pois estamos sempre com a sensação que temos “um mundo” de opções ao nosso dispor, mas não conseguimos aproveita-las, justamente pela falta de tempo que tanto supervalorizamos.

Para agravar (sim, é possível!), desenvolvemos um olhar distante e crítico para com a cidade que nos acolhe. Adotamos a postura que toda melhoria é de responsabilidade alheia e assumimos postos de meros consumidores, como se a cidade não fosse a soma entre eu e você = nós.

Por isso, não é difícil encontrar pessoas que, ao se estafarem por excesso de trabalho ou se sentirem lesadas pela falta que a “cidade grande” não saciou dentro delas, acreditam que o outro extremo seja a solução de seus problemas: – Viver uma vida bucólica, no campo, longe de buzinas frenéticas, asfalto demasiado e cartão de ponto não seria, então, a solução de todos os meus problemas existenciais?

Confesso que eu já fui uma dessas pessoas. Já quis fugir para as montanhas, acordar com o sol batendo através de uma linda e enorme janela de vidro, na qual eu poderia contemplar o nascer e o por do sol. E nesse lar aconchegante, com cheiro de mato, flores e aromas eu desenvolveria trabalhos manuais e artísticos sem pressa, leria um livro sem interrupções e viveria, então, uma vida alegre, feliz e completa, para sempre, não é mesmo?! Parece que não…

Pensar assim é replicar um olhar dicotômico, como se metrópoles fossem más e cidades no campo fossem boas. Em minha caminhada compreendi que quem corrompe, qualquer ambiente, somos nós; seres humanos. Exercemos um poder destruidor, mas acreditem, também podemos, felizmente, sonhar, gerar, desenvolver, construir e desfrutar de lugares e relacionamentos.

Tenho aprendido que, onde quer que eu esteja, minha missão é de promover vida: preparando a terra, semeando, regando ou colhendo. Talvez, em minha jornada pessoal, eu só consiga desenvolver uma ou outra etapa deste enorme processo, pois a História é bem maior do que minha existência individual. É o Eterno que continua se movendo livremente e apontando os rumos de um todo que tenho oportunidade de fazer parte.

Sim, é possível preparar a terra, semear, regar e colher mesmo em uma metrópole cercada por concreto. Envolta por injustiças, populações minorizadas e vulneráveis esquecidos. Aliás, será que não seria exatamente este o nosso chamado urbano: sermos jardineiras e jardineiros em plena cidade grande? Projetando e construindo jardins, em meio ao asfalto de fuligem e gerando vida verde e pulsante em meio ao cinza?

O Eterno me presenteou com árvores frutíferas próximas de onde eu moro – em pleno centro de São Paulo! Me sinto vivendo uma metáfora e, em demonstração de gratidão, recolho algumas mangas que caíram no asfalto depois de um vento muito forte. Levo para casa o máximo de mangas que minhas ecobags podem aguentar e ombros suportar e faço um delicioso chutneySe hoje posso colher é porque alguém investiu tempo plantando antes de mim.

Me sinto extremamente grata por ser parte de um todo bem maior que eu mesma. Desfruto do que cozinhei, como se fosse a comida mais saborosa que eu já experimentei em toda a minha vida! Realmente ela tinha um gosto especial… E como eu havia colhido frutas por demais, de um inusitado jardim, tenho a oportunidade de presentear algumas amigas com o chutney que fiz.1

CHUTNEY DE MANGA2

Ingredientes:

  • 2 mangas palmer
  • 1 maçã fuji
  • 1 cebola
  • 1 dente de alho
  • ½ pimentão vermelho
  • 1 ½ colher (sopa) de gengibre fresco ralado
  • ¼ de xícara (chá) uvas-passas brancas
  • ¼ de xícara (chá) de açúcar
  • 1 colher (chá) de sal
  • 1 canela em rama
  • ¼ de xícara (chá) de vinagre de vinho branco
  • ¼ de xícara (chá) de água

Modo de preparo:

  • Faça o pré-preparo: descasque e corte em cubos de 1 cm as mangas e a maçã; descasque e pique fino a cebola e o dente de alho; corte o pimentão, sem as sementes, em cubinhos; descasque e rale o gengibre fresco (se preferir, pique bem fininho).
  • Transfira todos os ingredientes para um panela, junte as uvas-passas, o açúcar, o sal, a canela, o vinagre e a água e misture. Leve para cozinhar em fogo médio.
  • Quando ferver, abaixe o fogo, tampe e deixe cozinhar por 40 minutos, mexendo de vez em quando. Se começar a grudar no fundo da panela, regue com um pouco mais de água e misture – o chutney ainda deve ficar com um pouco de caldo, pois irá endurecer quando esfriar.
  • Passados os 40 minutos, desligue o fogo. Transfira o chutney para potes de vidro esterilizados, com fechamento hermético, e deixe esfriar em temperatura ambiente. Depois de frios, tampe e conserve na geladeira por até 3 semanas.

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NOTAS:
1O episódio (a colheita das mangas) aconteceu em março deste ano (2018), mas somente agora (maio), consegui elaborar em texto o que eu ansiava :)

2Receita retirada do blog Panelinha — link aqui

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RE-PENSE é uma série que, através da reflexão dos nossos hábitos cotidianos, busca fomentar uma mudança equilibrada de maus hábitos para uma vida mais harmônica. Menos consumo, menos desperdício e menos individualidade para uma vida mais criativa, mais humanizada e mais sustentável.


Sou Carolina Selles apaixonada por cores, histórias e sabores. Sou designer, graduada em Arte & Tecnologia e uma das idealizadoras do Santa Paciência.

Vinho, desperdício e inteligência

sangria
Sangria que fizemos em casa a partir de um vinho “ruim”

 

Algum tempo atrás recebemos amigos aqui em casa, que trouxeram uma garrafa de vinho. Ao prová-lo, meus amigos o acharam azedo e não só jogaram fora o vinho que estava na taça deles, como queriam jogar a garrafa inteira pelo ralo. Quando sugeriram isso, meu marido e eu trocamos olhares esbugalhados de espanto, como se nossos amigos tivessem proposto a coisa mais obscena do mundo. Foi uma reação automática, sem que a gente tivesse tido tempo de disfarçar. Para nós dois, que desenvolvemos juntos a cultura do não-desperdício, ouvir alguém dizer que vai jogar fora algo que não está estragado e que ainda nem acabou nos deixa, de fato, atordoados. O desperdício – não só de comida, mas de qualquer outro bem de consumo – se tornou uma das minhas maiores dores quando penso nas grandes questões sociais/globais/humanas/e-o-que-mais-couber-aqui.

Para começar de um ponto de vista bem capitalista, tudo o que você desperdiça representa dinheiro. Dinheiro que você pagou pelo vinho (você jogaria 30 ou 40 reais pelo ralo??) e que você conseguiu com o seu trabalho. Já pensou se o seu chefe “joga pelo ralo” uma hora do seu serviço e não te paga? Afinal, o correspondente em salário desse tempo vai pelo ralo em forma de vinho mesmo. Que diferença faz?

Em segundo lugar, existe a questão administrativa das coisas. Explico: se você administra seus compromissos, sua rotina, suas responsabilidades no trabalho, seu dinheiro e seus relacionamentos, por que não administrar o seu consumo e o excedente dele? Será que você realmente precisa comprar tanta carne no fim de semana, sabendo que você só estará em casa no sábado e no domingo e que, a partir de segunda-feira, você volta a comer perto do trabalho? E quando você vai a um restaurante, você come tudo o que está no seu prato? Se a resposta for não, por que não? Será que não conseguiu calcular corretamente o quanto seu estômago aguenta ou será que você já está intoxicado com a cultura da sobra, do lixo, do desperdício? Com isso, não estou sugerindo que você coma pouco e passe fome, claro que não. Mas convido você a fazer uma reflexão inteligente sobre o que é suficiente. Ah, essa palavrinha… tudo o que vem em porções suficientes na nossa vida nos satisfaz e não prejudica os outros.

Falando em outros… eu não poderia deixar de citar aqui o que o desperdício representa para as pessoas que você não conhece, mas que existem mesmo assim e que têm o mesmo direito que você àquilo tudo que você não só consome, mas joga fora. Eu poderia citar estatísticas, mas serei direta quanto à relação “você-desperdiça-na-sua-casa-e-uma-pessoa-na-Etiópia-passa-fome”:  jogar comida fora significa que você compra demais (mais do que precisa), o que acaba valorizando o que é produzido e permite que o produtor cobre mais caro pelo alimento que produz. Uma vez que o alimento está caro, nem todo mundo tem dinheiro para comprá-lo e, dessa forma, ele não chega até a mesa dos menos favorecidos. Simples e triste assim. Eu poderia falar de questões ambientais também, como o excesso de lixo orgânico, além da exploração nas relações de trabalho, trabalho escravo e um mundo de outras coisas, mas acho que você já entendeu o meu ponto.

Por fim, este parágrafo é para os cristãos: desperdício é pecado. É você desconsiderar o que a terra produz, é você administrar mal o que Deus te dá, é você não pensar no outro nem na Criação (afinal, está contribuindo para o acúmulo de lixo), é você querer mais do que precisa, é você mostrar ingratidão a Deus porque não está contente com o que Ele te dá, é você pensar só em você mesmo. Está bom ou quer mais?

Sim, a questão do desperdício é complexa, profunda, delicada e chata de ser abordada. Mas pode ter certeza que, quando você domina a arte do não-desperdício, você se sente livre, satisfeito e ainda tem um dinheirinho extra – fruto dos gastos controlados – para investir naquele sonho antigo seu. Para mim, o não-desperdício foi uma lição que aprendi aos poucos, depois de muito conviver com o David, meu marido, que, por ser filho de pais que viveram num contexto de guerra, aprendeu a reaproveitar tudo. Tudo mesmo.

Se você estiver sem ideias sobre como reaproveitar as coisas, aqui vão algumas sugestões que usamos aqui em casa (mas que são só isto mesmo: sugestões. O intuito é você adaptá-las de acordo com a sua realidade e disposição):

– O vinho ruim pode servir para receitas ou para uma refrescante sangria em dia quente (a foto lá do topo comprova que dá certo);

– Se você tem plantas em casa, as cascas de frutas e legumes podem virar adubo; além disso, fazemos também caldo de legumes com essas cascas (cozinhando tudo junto – até a casca da cebola – por algum tempo) e os talos dos brócolis, da couve, do espinafre e da couve-flor viram uma sopa-creme deliciosa em noites frias.

– Até 1 ano de idade, o nosso filho Álef usou fraldas laváveis. Ao contrário do que você pode pensar, essas fraldas são modernas e feitas para entrar sem dramas na máquina de lavar. Usando essas fraldas, produzimos menos lixo e economizamos um bom dinheiro (e não, não gastamos mais água por conta disso. Gastam-se muitos mais litros do que a nossa modesta máquina de lavar na produção de uma única fralda descartável).

– Sacolas plásticas de mercado só entram em casa por pessoas que vêm nos visitar.

– Fazemos os presentes de aniversário que damos (tenho certeza que alguma habilidade artística você também tem).

– Fazemos o nosso próprio pão, a nossa manteiga, a nossa geleia… dá mais vontade de comer até o fim.

– Temos espátulas de silicone de vários tamanhos diferentes. Elas permitem que a gente raspe fundinhos de copo de requeijão, panela, liquidificador e outros recipientes que acumulam restinhos que acabam sendo desperdiçados.

– Não enchemos muito a geladeira com sobras de comida, senão não damos conta de comer a tempo, antes que estraguem. E usamos sobras para fazer um novo prato: um arroz de forno, uma pizza de frango (sobrado) desfiado e por aí vai.

– Antes de irmos ao mercado, espiamos os armários e a geladeira e só compramos aquilo que irá repor o que já acabou. Ah, e também fazemos uma lista dos itens que vamos comprar antes de sair de casa. Isso nos ajuda a não cair na tentação de comprar mais do que precisamos.

– Só lavamos roupa quando temos roupas suficientes para encher a máquina. Senão, será desperdício de água e eletricidade na certa.

– Nem tudo o que passou da validade está estragado. A validade, na verdade, indica quando o produto está em sua melhor época para ser consumido, e não que ele estará estragado depois disso, necessariamente. Isso tanto é verdade, que em inglês a expressão para a validade das coisas é “best before” (“melhor antes de”) e não “spoiled after” (“estragado depois de”). Cheirar o alimento, observar o seu aspecto e colocar um pouquinho na boca para testar o gosto ainda são as melhores formas para detectar se ele ainda está bom para o consumo. E não raras vezes, ele ainda está bom.

– Compramos o mínimo de produtos industrializados. Isso economiza dinheiro, evita o descarte excessivo de embalagens, ativa a imaginação para cozinharmos nossa própria comida e tentarmos receitas diferentes (que podem ser simples) e ainda nos faz mais saudáveis.

– A água de lavagem de frutas e vegetais vai para uma bacia e depois é destinada para matar a sede das plantas.

– Repassamos roupas em bom estado para outras pessoas e ganhamos roupas também. Isso vale especialmente para o Álef, que ganha quase tudo dos primos e depois repassa o que usou para o filhinho do mecânico que cuida do nosso carro.

– Por último e mais chocante item de todos desta lista (preparado??): substituímos os passeios ao shopping por visitas a museus (!!). Essa troca representa economia de tempo, geralmente desperdiçado na procura de vagas em estacionamentos superlotados e filas eternas nos fast-foods, além de limpar a nossa cabeça do consumismo e recheá-la de novo com cultura. :)

Claro que somos bastante criticados por adotar essas medidas todas (e olha que sabemos de gente que economiza bem mais do que a gente). As pessoas tendem a achar que riqueza e fartura significam você poder comprar e jogar fora o que comprou e que economizar é o mesmo que ser mesquinho, avarento. Para nós, que somos mais do que felizes com tudo o que temos, o não-desperdício ganhou outros três nomes: consciência, autocontrole e  inteligência.


Luciana Mendes Kim trabalha como educadora, é amante da literatura, sonha um dia escrever livros e aprender a tocar acordeão. É também uma das idealizadoras do Santa Paciência.

Respeito em forma de cupcakes!

Existem muitas definições para a palavra amor. A que mais me agrada é que amor é respeito.

Para amar alguém, é fundamental respeitá-lo. Você pode não concordar com a pessoa, não aceitar algo que ela faça ou o modo como aja e até mesmo não gostar de suas atitudes. Mas o fato de respeitá-la é amá-la. O fato de respeitar seu modo de existir é amá-la.

A pessoa por quem eu mais me sinto respeitada nessa vida, além de Deus, é o David, meu marido. E ele demonstra esse respeito de diversas formas. Uma delas é cozinhando!

Eu descobri há alguns anos diversas restrições alimentares que mudaram radicalmente minha rotina alimentar. Não posso consumir leite e todos os seus derivados, glúten, ácidos, quaisquer aditivos químicos, açúcar de qualquer tipo em excesso, gordura de qualquer tipo em excesso. Meu intestino e meu estômago não toleram nada disso, simples assim. Sinto muita dor, fico inflamada e com irritações diversas pelo corpo.

É muito difícil. Eu não saio de casa sem comida, é quase impossível comer fora, eu penso em comida o dia inteiro e não é por gula. Eu tenho horário pra comer, tenho uma lista fixada na geladeira com lembretes, eu leio cada letrinha de todo rótulo que encontro pela frente.

O David, demonstrando respeito, amor e cuidado por mim, pesquisa receitas adaptadas pra que eu possa desfrutar de coisas deliciosas que, tradicionalmente, levam ingredientes proibidos pra mim. Dessa vez, foram cupcakes de chocolate! Ele chamou de “taçacakes”, já que não temos forminhas para cupcakes e, aqui, tudo se adapta!

O que eu acho mais bonito na atitude do David é que ele faz isso por vontade própria. Às vezes eu comento, sem pretensões, que sinto saudade de comer certa coisa e ele aparece com o prato pronto. E fico muito feliz e orgulhosa de mim por ter me aberto à possibilidade do casamento, mesmo em tempos em que a família é vista como uma instituição furada e falida e com o paradigma cristalizado de que homem não pode ocupar o papel de “cozinheiro” da casa.

Eu nunca pensei em me casar. Justamente porque eu não queria para a minha vida esse modelo patético (no sentido de ser tachado como única alternativa viável e não uma escolha do casal) atribuído à família, no qual marido é superior à esposa, marido trabalha e mulher fica em casa, esposa cozinha, enquanto o marido lê o jornal. Quando comecei a namorar o David (e nossa história é longa), percebi que sim, eu poderia me casar. Ele existia, eu poderia me casar.

Aqui em casa, nos empenhamos para respeitar um ao outro, incondicionalmente. E eu adoro quando ele me respeita em forma de taçacakes!

Compartilho aqui a receita, para que intolerantes como eu possam saborear essa sobremesa deliciosa sem sentir dor (no corpo e na consciência).

Obs.: Na receita vai uma quantidade significativa de açúcar e azeite, dois ingredientes que me são permitidos em poucas quantidades. Também vai cacau, que é ácido (proibido pra mim), mas depois de muitos testes e diário alimentar, percebi que em pouca quantidade e sem regularidade, também não me causa os sintomas. Sendo assim, para não passar mal, não comi muitos taçacakes.

Taçacakes/Cupcakes de chocolate sem lactose e sem glúten: taçacake David Ingredientes:

– 3 ovos;

– 1 xícara de chá de açúcar demerara (ou mascavo);

– ½ xícara de chá de cacau em pó 100%;

– 1 xícara de chá de água morna (ou “leite” vegetal – arroz, coco, amêndoas, etc.);

– ½ xícara de chá de azeite (ou óleo vegetal – de girassol, de coco, etc.);

– 1 xícara de chá de farinha de arroz;

– 1 colher de sopa de fécula de batata;

– 1 colher de sopa de fermento em pó.

Modo de preparo: No liquidificador, bata os ovos e o açúcar até formar um creme homogêneo. Acrescente o azeite e o cacau e bata até dissolver o pó. Junte a água morna e bata novamente. Depois adicione a farinha de arroz e a fécula de batata e bata outra vez. Por último, bata rapidamente com o fermento acrescentado.

A massa fica líquida, não se assuste. Isso torna o cupcake fofinho e macio.

Coloque em forminhas para cupcake, ou, faça “taçacakes”! Essas taças que o David usou são liberadas para uso no forno.

Se optar por não usar forminhas de silicone, lembre de untar o recipiente que usar. O David unta com azeite mesmo.

Tome o cuidado de não encher completamente a forminha ou a taça, porque o bolinho cresce bem.

Leve ao forno pré aquecido a 180° por, mais ou menos, 15 minutos (nas forminhas de silicone), ou, por mais ou menos 30 minutos (aqui foi assim, na taça).

Pra ter certeza que está bom, espete um palito. Se ele sair seco, o taçacake está pronto!

Adapte a receita à sua necessidade ou possibilidade! Crie recheios e coberturas. Bom apetite!

A foto é do taçacake de chocolate do David!


Talita Guedes Bittioli é um ser-de-infinitas-possibilidades que cuida de almas pra se sustentar, escreve pra se libertar e segue tentando percorrer um bom caminho. É também uma das idealizadoras do Santa Paciência.