Sangue

Mark Demsteader
Ilustração de Mark Demsteader

 

Ana sentia-se fraca.  Há horas que tentava moer a cevada, mas seus braços já não suportavam girar aquela pedra maciça. Teria de se contentar em jantar só o pedaço de peixe sobrado da refeição da manhã, nada mais. Pão, só no dia seguinte, quando acordasse descansada para terminar de prepará-lo. Apoiou sua cabeça na parede e soltou um suspiro conformado: fazia doze anos que não concluía suas tarefas de uma vez só. Sempre precisava dividi-las em etapas, que se estendiam pela semana, por lhe faltar força. Assim, se percebia que o pão terminaria em dois dias, Ana se punha logo a debulhar a cevada para adiantar a próxima leva. Dessa vez, porém, o tratamento com as novas ervas medicinais prescritas a ocupou por completo, impedindo-a de preparar seu alimento a tempo. Naquela noite, comeu só o peixe. Engoliu-o quase sem mastigá-lo, na esperança de que ele, ao descer inteiro pela garganta, desfizesse o nó de autopiedade que ali se instalara desde sua última visita ao médico. Exatamente como nas vezes anteriores, o tratamento que ele receitou só fez o sangramento de Ana piorar.

Mas nem as tarefas de casa – paradas ali como avisos insistentes das limitações de seu corpo –, pesavam tanto para Ana como pesava-lhe a solidão em que vivia. Nunca havia tido um companheiro: a única relação que mantinha era com a eterna ausência, com alguém que, como um fantasma, nunca havia se materializado, mas que ainda assim deixava rastros nos seus anseios mais profundos de mulher. Ela conhecia tão bem esse vazio e ele a ela, que já eram íntimos. Filhos, então? O ápice de seus sonhos. Como gostaria de ter meia dúzia deles! Se os tivesse, todas aquelas tarefas que realizava para si mesma ganhariam um novo propósito, porque todas visariam o bem-estar de suas crianças: as roupinhas lavadas com cuidadinho no rio, a água do poço buscada para se tornar um chá anticólicas, o pão quentinho servido antes das aulas de Torá… choros e risadas se revezando e substituindo aquele silêncio velho e chato, que por tanto tempo teria sido hóspede em sua casa.

Só então Ana percebeu que o peixe já estava esturricando no fogo, tão mergulhada que estava em seus devaneios. Pescou-o da panela num gesto rápido, para não queimar as pontas dos dedos, e deu o toque final de sabor com o azeite que comprara no dia de seu aniversário. Aliás, lembrou-se que foi na volta da compra do azeite que ouviu as pessoas do vilarejo comentando sobre o profeta Jesus, que passaria por lá por aqueles dias. Ela estava decidida a vê-lo.

No dia previsto para a passagem de Jesus por ali, Ana escolheu a túnica que mais a escondia. Não queria que a reconhecessem, porque caso isso acontecesse, a mandariam de volta para casa, devido a sua impureza. Tinha que garantir que veria o Mestre. Assim, esperou que todos os seus vizinhos saíssem primeiro (todos estavam em polvorosa com a visita do famoso profeta) e ela, em seguida, deixou sua casa e seguiu por um caminho mais longo, menos óbvio. Toda vez que avistava gente se aproximando, esgueirava-se entre duas casas ou atrás de um tronco de figueira. E foi assim, de esconderijo em esconderijo, que Ana conseguiu chegar até a aglomeração sem ser notada.

Jesus ainda não tinha passado, mas o empurra-empurra e as cotoveladas indicavam que se aproximar dele seria uma prova de força. Ana, então, cerrou os punhos como um gesto de vontade e determinação. Ser impedida não era uma opção. Ela chegaria, nem que fosse para desmaiar de fraqueza aos pés de Jesus assim que o alcançasse. De suas costas e da testa o suor gotejava. Sentiu as pernas tremularem, os joelhos falsearem. Não sabia dizer se o ar que começava a lhe faltar e o coração acelerado seriam sintomas de sua constante anemia ou da ansiedade que sentia com a perspectiva de se encontrar com o Mestre. O calor era tão intenso, que Ana cambaleou de vertigem e, antes que perdesse o equilíbrio e desmaiasse, sentiu uma criança segurá-la pelos braços. Apoiou-se nela, agradeceu e aprumou-se. Respirou fundo. Ele não demoraria muito… mal terminara de formular esse pensamento, viu Jesus e seus companheiros abrindo caminho logo a sua frente, com um jeito apressado. Aquela era sua chance. Imediatamente, num movimento que durou menos de um segundo, Ana esticou o braço em direção a Jesus e, com agilidade, segurou e soltou a sua túnica quase que ao mesmo tempo. O que aconteceu em seguida foi como a freada brusca de cavalos que correm a toda velocidade. De repente, Ana sentiu estancar o sangue que vazava incessantemente de seu débil corpo. E foi nesse mesmo instante, que Jesus parou, olhou em volta e perguntou:

– Quem me tocou?

– Como assim, Mestre? Essas pessoas estão nos comprimindo por todos os lados, por que você pergunta quem o tocou?? – espantou-se um dos que o acompanhavam.

– Alguém me tocou de modo diferente, Pedro, porque senti que de mim saiu poder – Jesus respondeu, olhando ao redor, na tentativa de identificar quem havia sido.

Ana, então, começou a tremer, imaginando que seria desmascarada sem perdão. Também, como podia ter pensado que escaparia sem ser notada!? Ela, a mulher impura, banida do templo, das festas, das rodas de conversa, da família… Ana, banida da vida. Mesmo curada agora, viveria para sempre sob a sombra daquela vergonha de ter tocado o Mestre com sua impureza e sem a permissão dele. O que deveria fazer? Assumir que ela o tocara? Se não assumisse, poderia ser pior, porque Jesus descobriria de qualquer maneira. Ana deu um passo tímido em direção a Jesus:

– Fui eu, Senhor – confessou, ajoelhando-se e com lágrimas nos olhos.  – Faz doze anos que sofro de hemorragia e nenhum médico nunca, até hoje, conseguiu me curar. Gastei todas as minhas economias, mas os tratamentos só deixaram o meu problema pior. No meu aniversário fui comprar azeite e nisso fiquei sabendo que o Senhor passaria aqui pelo vilarejo. Me animei, porque eu sabia que alguma coisa iria acontecer e que eu sairia diferente. Aí eu vim aqui hoje, vi esse monte de gente esperando pelo Senhor e pensei que se eu conseguisse, pelo menos, tocar na sua túnica, eu ficaria curada. E foi isso mesmo que aconteceu, a hemorragia parou, parou totalmente!

– Filha, – Jesus declarou –, a sua fé salvou você. Levante-se, por favor, e siga tranquila.

Ana sorriu e se levantou. Foi abraçada por algumas mulheres da multidão que a cercava e nem conseguiu ver Jesus indo embora. Procurou abrigo tranquilo na sombra de um sicômoro e ali chorou. Chorou de espanto, de alegria, de gratidão, de alívio. Havia doze anos que, angustiada e impotente, sentia a vida se esvair de si. Doze anos, nos quais via escoar não apenas seu sangue, mas sua esperança e seus sonhos. Doze anos de isolamento, prisão, desprezo, fofocas, acusações e cansaço. Doze anos de total resignação. E aquele leve toque, na hora certa, na pessoa certa, lança Ana para fora de sua gasta realidade e a transporta para um modo de estar no mundo completamente novo. Os doze anos são, finalmente, encarcerados no passado.

Ao voltar para casa, Ana desembalou a única túnica branca que tinha e, vagarosamente, a vestiu.

*Texto ficcional baseado nas narrativas bíblicas de Mateus 9.19-22, Marcos 5.25-34 e Lucas 8. 43-48.

 


Luciana Mendes Kim trabalha como educadora, é amante da literatura, sonha um dia escrever livros e aprender a tocar acordeão. É também uma das idealizadoras do Santa Paciência.

Feliz Luta Internacional da Mulher

mulher e o lobo 2
Imagem daqui.

Hoje é dia Internacional da mulher e, entre tantas mensagens nas redes sociais, notícias e falatórios, lojas oferecendo rosas às mulheres nas ruas, empresas fingindo que valorizam suas funcionárias e presenteando com “coisas de mulherzinha”, me pergunto se as pessoas realmente sabem o motivo dessa data ter sido instituída e a importância que essa luta (sim, luta, não é comemoração) tem pra toda a sociedade. Se você não sabe o motivo do dia 08 de Março ser estipulado como Dia Internacional da Mulher, vá atrás de saber. Não, eu não vou dar o caminho das pedras, vá ao Google, vá pesquisar. Se você que está lendo isso é uma mulher, digo isso porque faz parte do empoderamento feminino ir atrás daquilo que se quer, tornar-se protagonista das próprias decisões e escolhas, estudar, pesquisar, ir além. Se você que está lendo isso é um homem, faz parte da sua humanidade entender porque é que o dia 08 de Março é um dia de luta e não de entregar flores ou bombons às mulheres.

Pensar no Dia Internacional da Mulher, é, pra mim, angustiante, porque ser-mulher é uma das coisas mais difíceis que existem.

Eu não quero, no dia de hoje, receber flores, mensagens fofas ou declarações de quanto as mulheres são lindas ou poderosas porque “fazem tudo que o homem faz, de salto alto”. Não quero brindes comerciais que só servem pra fomentar a produção capitalista massificante ou enobrecer empregadores que no resto do ano não fazem porcaria nenhuma por suas funcionárias e/ou clientes mulheres. Não quero um jantar chique num restaurante, não quero que seja o dia de “folga dos afazeres domésticos”, o dia que os papais “ajudam” as mamães olhando as crianças pra elas irem tomar um café com as amigas. Não quero ser ressaltada e elogiada por minha fragilidade (hein?), minha capacidade de cuidar de marido e filho (oi?), minha competência de fazer jornada dupla – trabalho e casa (hahaha).

O que eu quero é que meu direito de ir e vir, garantido por Lei, seja respeitado. Eu, como muitas mulheres, sinto medo de ir ao mercadinho perto de casa a pé, porque no meio do caminho tem uma praça que está sempre cheia de homens desocupados que me tratam como objeto e ficam fazendo caras e bocas que me dão vontade de vomitar e de esfaquear cada um deles, fazendo-os sentir muita dor. Eles dizem coisas que tenho vergonha de reproduzir em voz alta. Eles torcem os pescoços pra ver minhas pernas, minha bunda e meus peitos e eu queria que os pescoços torcessem de vez e quebrassem ali mesmo, no meio da praça.

mulher e o lobo
Re-significando a natureza selvagem da mulher. Foto daqui.

O que eu quero é meu direito de existir sozinha. Alguns anos atrás eu saí do meu antigo consultório, às 22h30m, sozinha, depois de trabalhar muito o dia todo. Era semi final da Libertadores e o Corinthians estava num momento histórico. Meu marido foi assistir ao jogo com amigos e eu preferi ir pra casa, mas, antes resolvi passar no mercado e comprar o jantar. No estacionamento, quando terminei de colocar a última sacola no porta malas, um homem e uma mulher (sim, existem mulheres ladras e más) me abordaram, avisando que aquilo era um assalto e me fizeram ir dirigindo até a agência bancária mais próxima. Limparam minha conta, apontaram uma arma pra mim, riram de mim, me humilharam, me xingaram, depois me fizeram dirigir até um beco, vazio e desconhecido por mim, saíram do carro levando a chave e me ameaçaram ao dizer que eu não devia procurar ajuda pra sair dali. Sabem o que eu ouvi da minha mãe, da minha sogra, de muitas amigas? “Nossa Talita, mas por que é que você foi ao mercado essa hora da noite sozinha?!” Também ouvi: você devia ter ido assistir ao jogo com seu marido, se estivesse ao lado dele, nada teria acontecido com você. E também ouvi: a culpa é do seu marido, se ele não tivesse deixado (isso mesmo, deixado, como se ele mandasse em mim) você ir ao mercado sozinha, isso não teria te acontecido; você devia ter ido com ele, outro dia, não nesse (sim, porque o marido deixar de assistir o futebol pra ir ao mercado não pode, entendeu?). Eu tinha sofrido um sequestro relâmpago, mas a culpa não era da violência, a culpa não era dos assaltantes, a culpa era minha por ser mulher e ter ido ao mercado sozinha.

O que eu quero é poder realizar as minhas atividades diárias e até passar por imprevistos na rua, sem medo de ser estuprada. Meu carro está com problemas no reservatório de água. Como eu trabalho demais e uso o carro pra trabalhar, ainda não tive tempo de deixá-lo no conserto. Ontem à noite (pois é, eu não aprendo sociedade, eu continuo indo trabalhar a noite, sozinha) estava indo pro trabalho e já tinha vazado, ao longo do dia, toda a água. Não tinha posto de gasolina no caminho (e mesmo que tivesse, eu não pararia, porque uma mulher sozinha não pode ir em paz ao posto de gasolina, os frentistas acham que podem ficar mexendo com a gente no ambiente deles, “masculino”) e então, fui com o carro fervendo até um dos Shoppings onde atendo, e, só lá, no estacionamento, peguei a garrafa de água que já deixei no carro e enchi o reservatório. E ainda tive que me preocupar em estacionar numa vaga próximo à porta de entrada, onde tem guarda e mais movimento. Sim, isso tudo porque sou mulher. Não é o máximo? E aí, no dia 08 de Março vêm me entregar flores? Ah vá.

O que eu quero é que ao invés de brindes como creme hidratante, batom, perfume, rosas, cartinhas coloridas, as mulheres ganhem no dia 08 de Março, de seus empregadores e outras empresas, DVD’s de filmes de grandes cineastas mulheres, como a Sofia Coppola, ou livros de grandes autoras, como a Clarice Lispector ou a Doris Lessing. Por que sempre tem que ser presentinho fofinho que incentiva a beleza física da mulher, e não sua inteligência, sua intelectualidade, seu brilho interno? Por que sempre os produtos de beleza são mais valorizados ou vêm em primeiro lugar, antes de algo que valorize a sabedoria feminina? E aqui eu indico a leitura desse texto, bacanérrimo, que a Ana Lucie – querida leitora do Santa Paciência – me enviou hoje, sobre a Jenny Beavan, ganhadora do Oscar 2016 de Melhor Figurino por Mad Max: Fury Road (história de uma outra super mulher!). Jenny já foi indicada ao Oscar DEZ vezes na categoria Melhor Figurino, já levou a estatueta em duas premiações (por Mad Max, já citado, e por A Room With a View), e recebeu olhares julgadores e tortuosos pura e simplesmente por ter escolhido ir vestida confortavelmente à entrega do prêmio, muito diferente das mulheres exageradamente arrumadas no tapete vermelho mais famoso do mundo. Sério, eu quero muito mais Jennys no mundo!

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Jenny Beavan, winner for Best Costume Design for “Mad Max: Fury Road”, poses during the 88th Academy Awards in Hollywood, California February 28, 2016. REUTERS/Mike Blake – RTS8H6D

O que eu quero é que os produtores de cerveja parem de usar a mulher como objeto sexual pra atrair mais consumidores homens e se lembrem que as mulheres também são suas clientes, também bebem cerveja.

O que eu quero é que parem de usar mulheres quase nuas como ring girls em eventos de lutas, como o UFC, só pra atrair Ibope pros canais televisivos e pro “show” em si. E quero que mais mulheres lutadoras tenham espaço no esporte de lutas e artes marciais. Quero que homens pensem quinze vezes antes de dizer que alguém mais fraco ou menos habilidoso “luta igual uma menininha”. Quero que entendam que mulher também gosta de esportes, inclusive de MMA, porque esporte é esporte e ponto, não existe esporte de homem ou esporte de mulher.

O que eu quero é que as mulheres tenham direito à educação, direito à voz. Eu já escutei uma moça dizendo que se ela tivesse oportunidade de colocar só um dos filhos em escola particular, seria o menino, porque ele se tornaria o líder da família quando adulto, o provedor, então precisaria ter melhor educação. A filha não, tudo bem estudar na escola pública, mesmo. Não te dá vontade de chorar de tristeza? A mim, dá.

O que eu quero é que meninas em idade escolar não se sintam mal por não serem as populares, as preferidas pelos garotos por alcançarem um padrão ridículo de beleza. Quero que meninas parem de sentir que precisam ser as preferidas dos garotos pra se perceberem como seres humanos importantes. Quero que meninas tenham a oportunidade de crescerem seguras, aceitas, queridas, antes de tudo, por si mesmas.

O que eu quero é que deixe de existir esse acúmulo terrível de notícias sobre feminicídio, sobre homens e mulheres que matam suas parceiras por ciúme e possessividade, que espancam suas esposas porque se sentem poderosos e superiores, que violentam física e emocionalmente meninas, tirando delas a liberdade de crescer em uma vida em paz.

O que eu quero é valorização no trabalho. Não é mais destaque, não é mais firula, é reconhecimento daquilo que as mulheres já fazem o tempo todo. Quero que as mulheres não sejam mais assediadas sexual ou moralmente por seus chefes (homens ou mulheres). Quero que tenham salários baseados em suas competências, não no que tem (ou não tem) no meio das pernas. Quero que mulheres não sejam fantoches de homens.

O que eu quero é respeito, entendeu? Quero que as mulheres sejam tratadas com dignidade. Homens e mulheres devem tratar homens e mulheres com educação e gentileza, com presteza, com afeto. Homens e mulheres devem tratar homens e mulheres como seres humanos que são, co-existentes no mundo. De forma justa. Quero mais mulheres empoderadas, quero menos homens babacas.

Quero mais mulheres como a descrita em Provérbios 31. Essa mulher hardcore, como eu disse aqui uns dias atrás.

Se você pegar a Bíblia e ler decentemente o que está escrito em Provérbios capítulo 31, do versículo 10 até o 31, vai entender que a mulher que Salomão (um homem, sim, um homem, um rei, descrevendo características de uma mulher “de valor”; baixa a guarda e presta atenção) descreveu como virtuosa não é uma cafona, bobalhona, amélia, domesticada (no sentido ínfimo de cada palavra). Ele já começa dizendo que a bendita é difícil de achar. Ou seja, se é difícil de achar, também é difícil ser, certo? Certo. Depois ele fala que essa mulher vale mais que diamantes. Que ela é confiável, tem temperamento equilibrado, é inteligente, não é do tipo que é passada pra trás, é esperta. É analítica, de mente organizada, planeja, não tem medo de trabalhar pesado e sente alegria e prazer no trabalho. Não tem pressa de dar o dia por encerrado e compreende o valor do que faz, compreende o valor que tem. Ela se cuida, se preocupa com si mesmo e também não demora em ajudar quem precisa dela, sendo que sempre tem o que oferecer, porque é prevenida e habilidosa. Faz as coisas com zelo, é criativa, intuitiva e sabe bem o que faz e o que diz. É atenta, sabe dar orientações eficazes e conselhos sábios. Torna quem está ao seu redor produtivo e sempre encara o dia de amanhã com um sorriso. É humilde e vive no temor do Eterno, seu Deus.

lucia e aslan
Aaah, Aslan! (Cena do filme As Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian)

Percebe que essa descrição bíblica combina com o conceito de uma mulher forte e de atitude? Pois é, combina. Percebe que é o conceito de mulher que não é obrigada a casar e ser mãe pra ser feliz, que trabalha e garante seu sustento, que vai atrás do que quer, que não fica à sombra dos homens? Percebe que é uma mulher que brilha? Isso é o que eu quero pra mim e pra você, querida mulher, hoje e todos os dias.

Feliz Luta Internacional da Mulher.


Talita Guedes Bittioli é um ser-de-infinitas-possibilidades que cuida de almas pra se sustentar, escreve pra se libertar e segue tentando percorrer um bom caminho. É também uma das idealizadoras do Santa Paciência.