Feliz Amor Novo 

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2017 foi um ano sensacional, pra mim. Foi o ano que eu morri. A Talita agora pode ser dividida em duas partes: antes e depois de 17/04/17. Nessa data nasceu o Dominic, filho querido que me virou do avesso com sua chegada e revolucionou minhas crenças e convicções. Se eu achava que sabia alguma coisa dessa vida, ele me mostrou que sou uma eterna aprendiz.

E essa experiência tem sido intensa, dolorosa e profunda. Dual: cem por cento incrível, cem por cento desafiadora.

E o que mais tenho quisto aprender é esse novo formato de amor. O Dominic é a única pessoa no Universo todo que conhece o meu amor de mãe. Amor que é único e intransferível. Ele é uma potência que revela mistérios e que move mundos. É transformador.

O amor que sinto pelo Dom tem me feito refletir sobre o Amor que Deus sente por mim. Forte. Trabalhado diariamente ao ser nutrido e cuidado. Voraz. Incondicional. Horizontal. Suave e preciso. Fluído, compassivo, entregue. Infinito.

E então eu me peguei desejando viver esse amor de Deus visceralmente. Voltar ao primeiro amor.

O Dominic, quando quer a mim, meu consolo, meu cheiro, meu colo, não há o que o distraia. Nada o faz parar de me procurar, de me chamar. Quando eu pego ele no colo, o suspiro de alívio dele me faz sentir insubstituível.

Quando estou deitada ao lado dele na madrugada, acordo com seus resmungos e vejo sua boquinha de peixe procurando meu peito, ele de olhos fechados, confiante de que estou lá por ele, pronta pra alimentá-lo e acolhê-lo. Ele nem mesmo acorda, apenas sabe que estou ali e que sua necessidade será suprida. Quando demoro, ele me puxa pra perto como se sua vida dependesse daquilo, do leite que ele vai beber e da saciedade que ele vai sentir. Ele não pensa em mais nada, não lembra de mais nada e não precisa de mais nada. Quando ele sente minha mão firme segurando seu corpinho, ele relaxa e se solta, simplesmente. Confia.

Um bebê, totalmente entregue, totalmente lançado no mundo e que vive como se cada dia fosse único.

screenshot_20180104-1649041519839890.pngChora sem pudor quando quer que eu faça algo por ele. Sorri lindamente quando brinco com ele. Solicita minha presença e não titubeia. Se ele se sente sozinho e estou fora de vista, chamo seu nome e ao ouvir minha voz ele se acalma.

Em 2018 eu desejo ser assim com Deus. Quero a presença dEle e o colo dEle mais que tudo. Quero esse Amor único e transformador vindo dEle.

Quero prantear e celebrar na presença dEle.

Quero me soltar nos braços dEle e sentir a firmeza de Sua proteção e ouvir a suavidade de Sua voz. Quero viver como se fosse a única pessoa do Universo a conhecer a profundidade do Amor de mãe que Deus sente por mim. Mesmo sabendo que esse Amor não é exclusivo. Mesmo sabendo que a onipotência dEle alcança e atinge todos os seres.

Quero dormir e acordar amparada, sentindo o cheiro da presença dEle, buscando seu peito com a boquinha de peixe igual a do Dom.

E estendo esse desejo de Ano Novo até você! Feliz Amor Novo. Que em 2018 você se sinta como um bebê seguro e amado nos braços da Mãe que Deus é de todos nós.


Eu sou a Talita, nada mais que uma alma encarnada lutando pra cumprir minha missão na Terra e poder um dia voltar pros braços do Pai. Junto com a Carol e a Lu, reflito sobre a vida aqui no Santa Paciência.

O resgate da mulher que somos e da criança que fomos

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Ilustração incrível da artista Andrea Hrnjak

Não é novidade, aqui, que sou encantada pelo livro Mulheres que Correm com os Lobos. Aliás, acredito que falei dele em quase todos os meus textos do Santa Paciência! Bom, aqui vai mais uma recomendação sobre ele! É repetitivo, mas, coisa boa a gente não pode deixar passar ;)

Uma querida amiga psicóloga, a Vanessa Maichin, que escreve no blog Sou Existencialista, realiza um trabalho primoroso com mulheres. São vivências terapêuticas, baseadas nesse que é um dos meus livros favoritos. A Van, inclusive, foi quem me introduziu ao cativante mundo da busca pelo resgate da natureza selvagem e pela liberdade da mulher que foi por tanto tempo domesticada.

Participei do último encontro, realizado em Abril, e serei eternamente grata pelo presente da Vanessa, porque a vivência é, na verdade, um despertar. Mulheres que Correm com Lobos… Integrando o Espírito da Criança: O resgate da mulher que somos e da criança que fomos, é uma vivência que nos coloca em conexão com nossa criança. 

“A criança é inocência, é o esquecimento, um novo começar, um brinquedo, uma roda que gira por si mesma, um primeiro movimento, uma santa afirmação”.

(Nietzsche)

Tudo começa alguns dias antes da vivência. A Van nos dá algumas orientações pra entrarmos no clima do processo todo, com alguns exercícios que já nos incentivam a olhar pra dentro de nós com mais carinho e menos exigências. Chegando ao local do encontro, somos acolhidas e respeitadas dentro de um ambiente harmonioso. Tudo é caprichosamente preparado pra que nos sintamos queridas e bem cuidadas.

Brincamos ao som de cantigas que lembram nossa infância, recordamos momentos marcantes e compartilhamos histórias. Mas não é tão simples assim. Olhar pra nossa criança pode doer. Mas ali está a essência. No cuidado da nossa criança interior, ou do espírito da nossa criança, está o resgate da mulher selvagem que somos.

“No momento que a mulher selvagem se posiciona, ela dá espaço para a mulher que sabe o que quer! Acolhe a criança carente e ensina-lhe a dar os primeiros passos rumo a sua autenticidade! A mulher que sabe o que quer integra em seu ser a mulher forte e guerreira com sua criança leve e espontânea”.

(Vanessa Maichin)

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Brincando de Adoleta!

Ao longo da vivência, somos convidadas a explorar nossa experiência de infância, provocadas pela leitura de alguns contos do livro, e a Vanessa nos conduz nesse processo indicando nosso olhar a perceber novas possibilidades de ser e existir. Podemos acolher nossa criança, ouvi-la, pegá-la no colo e cuidar daqueles machucados que remédio nenhum cura, só um beijo afetuoso pode fazer isso, sabe? E quem dá esse beijo somos nós mesmas. A gente tem a oportunidade de abrir espaço pra começar a compreender a nossa história de vida. A sensação que fica é que um peso foi tirado, uma porta foi aberta e agora é preciso seguir um caminho de re-significações e novos aprendizados.

Minha experiência foi de ser apresentada à minha criança. Eu cresci escutando que nunca fui criança, que sempre fui precoce e já nasci adulta. Parar pra olhar a Talita criança me fez, de fato, enxergá-la. Ela existiu sim, o tempo todo, mas foi muito cobrada a ser tão perfeita que mais parecia uma adulta, séria, rígida, tensa, inflexível e exausta…

Olhei pra “Talitinha” e vi espontaneidade, graciosidade e alegria. Percebi que foram tiradas dela a criatividade, a vitalidade e a energia. E que já não importa mais quem fez isso, nem como ou por qual motivo, importa que agora eu olhe pra ela e resgate sua essência autêntica e livre.

“Resgatar a criança que fomos um dia é acolher sua história de vida. É compreender os significados dessa infância, é deixar doer o que precisa ser doído, é abrir espaço para nossos medos, carências, fragilidades, frustrações, angústias… É costurar, remendar, bordar e tecer nossa própria história. É abrir espaço para novas possibilidades de ser e existir… É abrir espaço para a mulher selvagem que corre com os lobos”. 

(Vanessa Maichin)

Claro que muito mais do encontro mexeu comigo e com as mulheres fortes e corajosas do grupo, mas, quero deixar aqui só um gostinho pra aguçar sua curiosidade e incitar seu desejo de se reconectar com si mesmo e participar da vivência! Foi delicioso despertar pra minha criança e descobrir como integrá-la à mulher que sou. Indico e espero que muito mais mulheres possam viver essa experiência.

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Vanessa (de cachecol laranja) e o grupo de mulheres que acolheu suas crianças!

E o próximo encontro já tem data marcada! Será no dia 25 de junho (sábado), das 10h00 às 14h00.

A Vanessa Maichin é Mestre em Práticas Clínicas pela PUCSP, tem formação em Psicoterapia Fenomenológico-Existencial e Daseinsanalyse e atuação como Professora de Pós-Graduação na UNIPAR e UNIP.

Mais informações:
Cel./WhatsApp (11) 995685159
E-mail: vanessamaichin@gmail.com

As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas.


Talita Guedes Bittioli é uma alma encarnada lutando pra cumprir sua missão na Terra e poder um dia voltar pros braços do Pai. É também uma das idealizadoras do Santa Paciência.