Mulheres Inspiradoras: Eunice Souza Gabbi Weave – Set/2018

Foi uma importante ativista pelo combate da hanseníase no Brasil.

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Eunice Souza Gabbi Weave nasceu em 19 de setembro de 1902, na pequena cidade de São Manuel, no interior de São Paulo. Sua família era uma família de fazendeiros de café. Seu pai, Henrique Gabbi, era carpinteiro e natural da Itália, já sua mãe, Leopoldina Gabbi, era natural da cidade de Piracicaba e de origem suíça.

Aos 3 anos de idade, Eunice e sua família, mudaram-se para Uruguaiana, no estado do Rio Grande do Sul, e lá ela completou seus estudos primários. Mas foi em São Paulo que Eunice formou-se em Educação Sanitária.

Além de sua mãe ser portadora da hanseníase outro importante acontecimento contribuiu para que Eunice posteriormente se engajasse por completo nesta causa:

Durante seus estudos, quando foi passar férias em casa, ocorreu um fato que mudou sua vida para sempre. Eunice presenciou um bando de esfarrapados, mendigos e doentes, que pegavam agasalhos e alimentos deixados à porta da fazenda. As crianças da Casa Grande foram levadas para dentro, às pressas; as cortinas e as portas fechadas. Então, uma mulher abandonou o grupo e se aproximou. Nela havia um ar aristocrático e restos de nobreza. O rosto estava escondido por um chapéu de palha, e ela falou com voz serena:

– Sou Rosa! Mesmo que não se lembrem de mim, quero agradecer. Meus pais dizem que me suicidei, é melhor assim, seria segregada; joguei minha roupa no rio, pensaram que me afoguei. Casei-me com aquele homem. Nessa vida de cigano é melhor ser um só.

Rosa Fernandes fora uma linda jovem, filha de vizinhos e cobiçada donzela que todos encantava, mas havia desaparecido. A moça tinha contraído lepra nos tempos do colégio. Nunca mais Eunice esqueceria os ‘olhos de Rosa’ e, a partir deste episódio, começava seu trabalho em benefício dos leprosos.1

Em 1927, Eunice reencontrou-se com Charles Anderson Weaver, ele havia sido seu professor de latim e, na época, era o diretor do colégio onde ela havia estudado. Neste reencontro Eunice ficou fascinada por sua cultura, inteligência, bondade e brilhantismo de ideias.2 Posteriormente casaram-se e foram morar em Juiz de Fora.

Depois de 1 ano de casados, seu esposo foi convidado pela Universidade de Nova Iorque a dirigir a Universidade Flutuante da América do Norte – que era um transatlântico, que faria uma viagem ao redor do mundo, para melhor formação de seus alunos.3

Eunice aproveitou sua estadia na universidade móvel para estudar Jornalismo, Sociologia, Serviço Social e Filosofia Oriental. Ao todo, ela visitou 42 países, e por todo lugar que passava buscava informações sobre o problema da hanseníase. Ela também aproveitou para estagiar em diversos lugares ao redor do mundo que acolhiam e tratavam pessoas diagnosticadas com hanseníase.

Já de volta ao Brasil, em 1934, seu esposo foi nomeado pastor da Igreja Metodista de São João, em Juiz de Fora e Eunice começou a fazer campanhas de assistência as pessoas com hanseníase. Até que, em 1935, Eunice tornou-se presidente da Federação das Sociedades de Assistência aos Lázaros, fundada em 1932 por Alice Tibiriçá. 4

Em Minas Gerais, nessa época, o problema da lepra era terrível: o trem passava de madrugada com o vagão de segunda classe cheio de doentes encaminhados ao único leprosário em Belo Horizonte, o Santa Isabel. Eunice levava à estação roupas, cobertores e refeições .5

O próximo, e inevitável passo, foi o da conscientização da população para a prevenção da doença. Mais tarde, estes locais vieram a se tornar lugares que contribuíam para a inclusão de crianças, filhas e filhos de portadores da hanseníase, na sociedade. Fazendo-as participar e usufruir da vida em sociedade.

Em 1935, Eunice convenceu o então presidente da república, Getúlio Vargas, a contribuir oficialmente com a causa. Ele prometeu dar o dobro de dinheiro que ela conseguisse arrecadar junto a sociedade civil. Infelizmente, [a] classe política se esquivava do assunto, pois acreditavam que a assistência aos leprosos não daria frutos políticos.6 Ao todo, Eunice percorreu 146 cidades no Brasil divulgando e arrecadando fundos para a campanha da Federação das Sociedades de Assistência aos Lázaros e Defesa Contra a Lepra.

Seu trabalho foi amplo e diversificado pela causa. Participou diretamente da construção de educandários7 e suas implantações, bem como na elaboração de campanhas para conscientização da população da doença e representando o país em congressos internacionais para falar sobre o combate à doença no Brasil. Além de contribuir com os países Paraguai, Cuba, México, Guatemala, Costa Rica e Venezuela em ações de combate a doença.

Eunice não teve filhos biológicos, mas amou e cuidou dos filhos de seu esposo Charles, com o mesmo coração e temor. Além de dedicar seu amor e cuidado à cada pessoa excluída e marginalizada pela hanseníase em sua época.

Depois de muito tempo atuando contra a hanseníase e com a idade mais avançada, Eunice recebeu uma carta de um portador da doença que perguntava a ela o seguinte:

– Por que a senhora escolheu, na vida, este caminho tão duro, de cuidar dessa raça de gente inválida que todo mundo tem pavor?8

Mas [d]ona Eunice não respondeu. Sorriu. Sorriu recordando as outras cartas de engenheiros, aviadores, advogados, professores, todos filhos de leprosos e por ela encaminhados na vidam, durante esses trinta anos, narrando suas vitórias, as suas conquistas, os seus trabalhos, que deram às suas vidas as alegrias sadias dos que são construídos com AMOR.9

Eunice faleceu, aos 67 anos, em 9 de dezembro de 1969 em pleno exercício de seu chamado. Ela estava no Rio Grande do Sul, quando faleceu. Seu corpo foi transladado para o Rio de Janeiro, velado em uma igreja metodista e enterrado ao lado de seu esposo no Cemitério dos Ingleses.

ALGUNS RECONHECIMENTOS

  • O governo do Paraguai lhe concedeu a condecoração de Ordem ao Mérito
  • A Sociedade Internacional de Leprologia lhe conferiu o título de Full Member – que garantia a ela os mesmos direitos dos membros regulares e médicos leprogistas
  • O governo de Cuba a condecorou com a Ordem ao Mérito Carlos Finley
  • Em 1950 foi a primeira mulher no Brasil a receber a Ordem Nacional do Mérito
  • Em 1956 recebeu a Ordem do Mérito da Aeronáutica
  • Em 1960 recebeu o título de Cidadã Carioca – ao completar 25 anos na direção da Federação
  • Em 1965 foi honrada com o título de Cidadã Honorária de Juiz de Fora
  • É cidadã bemérita do Rio de Janeiro, Bahia e do Pará
  • Recebeu o diploma da Inconfidência pelo estado de Minas Gerais
  • Em 1967 foi para a ONU como delegada brasileira no 12º Congresso Mundial
  • Em 1973 foi emitido um selo pelos Correios com a imagem de Eunice Weaver, em uma campanha contra o mal de hanseníase

Ao conhecer a história de Eunice, inevitavelmente, me lembrei de tantas e tantas histórias narradas nos Evangelhos, sobre o contato direto de Jesus com os leprosos de sua época, fazendo exatamente o contrário da sociedade, que excluía, condenando-os à uma vida miserável e solitária.

Jesus tocou e curou essas pessoas. Mostrando que o ordinário, que a vida comum também importa. Curando essas pessoas, Ele permitiu que elas pudessem partilhar o pão novamente em comunhão com a comunidade.

Um leproso aproximou-se dele e suplicou-lhe de joelhos: “Se quiseres, podes purificar-me!” Cheio de compaixão, Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Quero. Seja purificado!” Imediatamente a lepra o deixou, e ele foi purificado.
[ Marcos 1:40–42 – NVI ]

Conhecer a trajetória e o trabalho de Eunice, me lembrou que, mesmo imperfeitos e pecadores, somos convocados a levar vida, pão e comunhão àqueles que estão a margem. Que Deus nos ajude a não reter o que Ele nos dá em abundância para que seja compartilhado e, assim, multiplicado.

“Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anjos, ele se assentará em seu trono na glória celestial. Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes. E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.

“Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que foi preparado para vocês desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram’.

“Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?’ “O Rei responderá: ‘Digo a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram’. ‘

[ Mateus 25:3140 – NVI ]

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VOCÊ SABIA QUE, DESDE 2016, EXISTE A CAMPANHA JANEIRO ROXO, NO BRASIL?

Pois é, a hanseníase coloca o Brasil em segundo lugar em número de casos, atrás apenas da Índia!10

Infelizmente, ainda precisamos combater seriamente a doença no Brasil, e ao contrário que muitos pensam, a doença não é hereditária e possui cura. Quanto mais cedo o paciente é diagnosticado e inicia o tratamento, menores são as agressões aos nervos e é possível evitar complicações. Além de não transmitir a doença a seus familiares, amigos, colegas de trabalho ou escola.

 

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NOTAS:

1Trecho de Vozes Femininas no Início do Protestantismo Brasileiro, escrito por Rute Salviano Almeida, p 319

2Trecho de Vozes Femininas no Início do Protestantismo Brasileiro, escrito por Rute Salviano Almeida, p 319

3Trecho de Vozes Femininas no Início do Protestantismo Brasileiro, escrito por Rute Salviano Almeida, p 320

4Alice Tibiriçá fundou em São Paulo a Federação das Sociedades de Assistência aos Lázaros e Defesa contra a Lepra, tendo Eunice como sua vice-presidente. Em 1935, Eunice assumiu a presidência dessa entidade, que exerceu durante 30 anos. Dicionário Mulheres do Brasil – De 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado, organizado por Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil, p 301

5Trecho de Vozes Femininas no Início do Protestantismo Brasileiro, escrito por Rute Salviano Almeida, p 320

6Trecho de Vozes Femininas no Início do Protestantismo Brasileiro, escrito por Rute Salviano Almeida, p 320

7Educandários eram os espaços de acolhimento e educação, oferecidos pela fundação, para as crianças filhas dos portadores da doença

8 / 9 Trecho de Eunice Weaver: Uma vida para o bem, escrito por Vera Brant. Disponível em: <http://verabrant.com.br/1/cronicas/EUNICE%20WEAVER-artigo.htm>. Acessado em 21/08/2018

10Dado coletado em Sociedade Brasileira de Hansenologia. Disponível em: <http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/janeiro-roxo>. Acessado em 21/08/2018

 

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A Série Mulheres Inspiradoras tem como objetivo celebrar a história de mulheres cristãs que imprimiram sua marca no mundo através da arte, música, literatura, justiça social, teologia, ciências e/ou outras esferas que compreendem o nosso bem viver. Para nos inspirar e impulsionar a deixarmos também o nosso legado no mundo, devolvendo ao Criador o que Ele nos confiou.


Sou Carolina Selles apaixonada por cores, histórias e sabores. Sou designer, graduada em Arte & Tecnologia e uma das idealizadoras do Santa Paciência.

Mulheres Inspiradoras: Corrie Ten Boom – Abr/2018

Foi a primeira mulher licenciada ao ofício da relojoaria na Holanda e ficou conhecida por abrigar em seu lar diversos refugiados judeus além de membros da resistência nazista.

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Nascida em 15 de abril de 1892, na Holanda, Cornelia Johanna Arnolda Ten Boom, mais conhecida como Corrie Ten Boom, cresceu em um lar cristão.

Seus pais, Casper Ten Boom e Cornelia Johanna Arnolda Ten Boom-Luitingh, tiveram 4 filhos. Seu irmão Willem foi um teólogo, sua irmã caçula, Nollie, casou-se, enquanto Corrie e sua irmã mais velha, Elisabeth mais conhecida como Betsie, viveram juntas a missão de abrigar refugiados em seu lar, juntamente com seu pai, durante o Holocausto.

Corrie aprendeu o mesmo ofício de seu pai, o da relojoaria, estudando-o no período de 1920 a 1922 e ao formar-se, tornou-se a primeira mulher relojoeira licenciada em toda a Holanda.

Porém, sua grande e arriscada contribuição foi através do O Refúgio Secreto, nome dado ao seu lar, pelo acolhimento que exerceu à pessoas refugiadas durante o Holocausto. O lar dos Ten Boom foi um local que recebeu diversas pessoas e teve seu “pontapé oficial” em 1942, com a chegada de uma mulher muito bem vestida, portando apenas uma pasta à mão e pedindo asilo, pois ela tinha ouvido falar que eles já haviam abrigado alguns conhecidos judeus.

A família abrigou, socorreu e arriscou a própria vida por diversas pessoas até fevereiro de 1944, quando um informante holandês delatou toda a família as autoridades nazistas que levaram presos. Casper Ten Boom não resistiu e morreu 10 dias depois de sua prisão. Enquanto ela e sua irmã, Betsie, foram encaminhadas para o campo de concentração feminino em Ravensbrück, na Alemanha. Lá é Betsie que veio a falecer e, antes de ir a óbito, disse à Corrie a seguinte frase: “não há abismo tão profundo que o amor de Deus não seja ainda mais profundo”.

Corrie foi solta um dia após o Natal de 1944. Posteriormente, ela soube que sua soltura se deu por um erro burocrático porque uma semana depois de sua libertação todas as meninas de sua idade haviam sido assassinadas.

Com o fim da guerra, ela retornou à Holanda, posteriormente à Alemanha e depois viveu muitos anos ensinado e palestrando itinerante pelo mundo.

Em 1967 Corrie foi honrada pelo Estado de Israel com o Prêmio Justos entre as Nações1. Em 1971 ela escreveu seu mais famoso livro O Refúgio Secreto onde ela narra toda a saga de sua família – em 1975 o livro foi adaptado para o cinema. E também foi homenageada pela rainha da Holanda, em reconhecimento de seu trabalho, ganhando um museu na cidade de Haarleem.

Em 1977 ela mudou-se para Califórnia, nos Estados Unidos da América. E sua saúde, dia a dia, foi se deteriorando até que perdeu por completo sua comunicação e veio a falecer no dia de seu 91° aniversário, em 15 de abril de 1983.

Com Corrie eu aprendi a ter coragem. Coragem para fazer o que é certo, independente das circunstâncias, mesmo que custe a própria vida. Com ela, eu também aprendi que não existe nenhuma situação que não venha a ser de Ação de Graças à Deus. Em todo o momento Ele é bom! Mesmo nas circunstâncias mais adversas e difíceis que enfrentamos. Um exemplo é o que Catherine Marshall narra em seu livro Uma Fé Mais Profunda2, quando descreve uma situação que a própria Corrie contou a ela quando esteve hospedada em sua casa (e também está relatada em seu livro O Refúgio Secreto):

[Ela] continua a ser uma das hóspedes mais agradáveis que já honraram a nossa casa e regala-nos amiúde com anedotas da sua vida na prisão. Uma das minhas favoritas é a história das pulgas…

Em certo período da sua detenção, Corrie e Betsie foram transferidas de celas apinhadas (onde haviam vivido meses a fio separadas uma da outra) para as Barracas n° 28. Em menos de uma hora descobriram que os seus malcheirosos colchões de palha fervilhavam de pulgas.

– Como poderemos viver num lugar como este? – gemeu Corrie mansamente.

Sem responder, Betsie pôs-se incontinente a rezar.

– Mostre-nos, Senhor, mostre-nos como. – E, logo, em tom excitado: – Corrie, Ele nos deu a resposta! Eu a li na Bíblia hoje cedo. Aqui… leia de novo essa parte.

O trecho pertencia a I Tessalonicenses e dizia: “Regozijai-vos sempre, orai sem cessar, em tudo dai graças, porque está é a vontade de Deus em Cristo Jesus…”

– É isso mesmo, Corrie! Devemos agradecer a Ele por todas as coisas que digam respeito às novas barracas.

– Tais como?… – Corrie estava tentando olhar com olhos novos para o recinto escuro e fedido.

– Tais como estarmos aqui.

– Oh, sim.

– E termos conseguido até agora conservar a Bíblia.

– Sim… oh, sim. Obrigada, Senhor, por isso.

– E as pulgas.

– Betsie, não vejo maneira de poder agradecer a Deus pelas pulgas.

– Mas as pulgas fazem parte deste lugar, onde Deus nos colocou. “Em tudo dai graças”, diz a Bíblia. E não apenas nas circunstâncias agradáveis.

E as duas mulheres deram graças a Deus pelas pulgas.

A medida que os dias passavam, as prisioneiras das Barracas n° 28 acabaram descobrindo que havia nelas uma espantosa falta de supervisão ou interferência. Corrie e Betsie aproveitavam a liberdade sem precedentes para conversar com outras prisioneiras, ler-lhes a Bíblia e acudir-lhes de muitíssimas maneiras.

Depois, um dia, ficaram sabendo pela boca de uma supervisora a razão de tanta liberdade. Algumas mulheres a haviam chamado através da porta gradeada para vir decidir uma disputa surgida entre elas. A supervisora recusou-se e o mesmo fizeram os guardas.

– Este lugar está infestado de pulgas, – disse a supervisora. – Eu não passaria pela porta por nada neste mundo.

A mente de Corrie voltou, num relance, à primeira hora que haviam passada das barracas e à sua lamentável ação de graças pelas pulgas. Quando ela ergueu a cabeça, Betsie, com os olhos brilhantes, tentava reprimir o riso.

– Agora sabemos por que se espera que O louvemos até pelas pulgas. Até as pulgas tiveram de ser o Seu instrumento para o nosso bem.

Trecho do livro Uma Fé Mais Profunda, páginas 31 e 32, de Catherine Marshall

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NOTAS:
1Prêmio Justos entre as Nações é um prêmio instituído pelo Memorial do Holocausto como reconhecimento a todos os não judeus que durante a II Guerra Mundial salvaram vidas de judeus perseguidos pelo regime nazista.

2Uma Fé Mais Profunda, de 1974 (título original Something More).

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Mulheres Inspiradoras: Rosa Parks – Fev/2018

Nascida em 04 de fevereiro de 1913 no estado do Alabama, na cidade de Tuskgee. Rosa Louise McCauley, mais conhecida como Rosa Parks entrou para a história por se recusar a ceder seu lugar à um homem branco em um ônibus público. Foi presa e com sua atitude marcou o início da luta antissegregacionista nos Estados Unidos.

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Segundo o calendário da ONU, desde 2007, há um dia especial para a reflexão e fomento da justiça social. Todo dia 20 de fevereiro é comemorado o Dia Mundial da Justiça Social.

A adoção desta data em um calendário, ao meu ver, é de suma importância pois traz visibilidade a uma questão que está longe de ser erradicada. Sei da complexidade que esse termo traz, é amplo demais e envolve diversas esferas de uma sociedade. Mas quando penso nesse tema sob a ótica cristã – uma vez que não consigo desassociar Cristo como exemplo perfeito a ser seguido por mim em tudo o que faço e penso – na verdade me sinto é encorajada a lutar e buscar soluções para uma questão complexa como esta.

Mas me entenda, eu não estou falando que creio em uma redenção utópica através dos meus braços e serviços, pois sei que Cristo é o único que pode intervir efetivamente em toda a história, incluindo a minha e a sua, mas a Bíblia toda está recheada de versículos e histórias de pessoas comuns que clamaram, mas trabalharam para que o Reino de Deus pudesse começar a ser experimentado no hoje, no aqui e agora, mesmo que em doses aparentemente “homeopáticas”.

E é exatamente assim que eu vejo a vida de Rosa Parks. Uma mulher comum, que tinha a costura como profissão, mas resolveu não se calar enquanto sofria na pele o preconceito escancarado de brancos versus negros em seu país.

Ao anoitecer do dia 1 de dezembro de 1955, Parks entrou em um ônibus na avenida Cleveland, no centro da cidade de Montgomery. Ela pagou a passagem e se sentou na primeira fileira de assentos reservados para negros no veículo.

O motorista, James F. Blake, seguiu viagem em sua rota tradicional. O ônibus ia enchendo até que na terceira parada, em frente ao teatro Empire, vários passageiros entraram. Blake notou que umas duas ou três pessoas brancas estavam em pé. Para resolver o problema ele mudou o sinal de “colored” (“pessoa de cor”, termo usado nos Estados Unidos para se referir a afro-americanos) para atrás da fileira onde Parks estava. Ele exigiu que os passageiros negros sentados levantassem para que os brancos pudessem sentar. Enquanto os outros três negros levantaram, Rosa se recusou.

Anos depois, em uma entrevista, ela recordou: “meu corpo foi tomado por uma determinação, como uma colcha numa noite de frio”.  Parks se moveu, mas para o assento da janela. Blake, o motorista, perguntou para ela: “Por que você não se levanta?” Ela respondeu que “Eu não deveria ter que me levantar”. O homem chamou então a polícia e mandou prender Rosa Parks.

Quando o policial chegou ela perguntou “Por que vocês mexem com a gente assim?” Ele respondeu: “Eu não sei, mas lei é lei e você está presa”.  Parks foi acusada de violar o capítulo 6, seção 11 da lei de segregação do código da cidade de Montgomery, apesar dela tecnicamente não ter sentado em um assento reservado para brancos. Edgar Nixon, presidente da sede local do NAACP, e seu amigo Clifford Durr pagaram a fiança de Parks e ela deixou a cadeia no dia seguinte.1

Posterior a prisão de Parks alguns ativistas dos direitos civis convocaram e organizaram o boicote aos ônibus de Montgomery e a luta pelos direitos iguais foi ganhando mais força. Martin Luther King, Jr. mantinha contato com Rosa e estiveram juntos em diversas iniciativas e marchas pela igualdade.

A decisão que ela tomou, em se posicionar a favor da justiça social, custou muito caro a Rosa. Sua vida não foi nada fácil depois disso! Enfrentou dificuldades para conseguir emprego após o ocorrido e precisou se mudar algumas vezes, pois também sofria diversas ameaças de morte por parte de grupos extremistas que defendiam a supremacia branca.

Em 1992 publicou sua autobiografia, Rosa Parks: My Story (infelizmente sem publicação no Brasil)E em 2002 é despejada porque possuía dívidas que não podia honrar. Porém, obtém ajuda de uma igreja batista que, através de uma comoção nacional, contribuiu para que o banco concedesse a ela viver gratuitamente em sua casa.

Rosa Parks faleceu em casa, em Detroit, no dia 24 de outubro de 2005, de causas naturais aos 92 anos. Seu caixão foi velado com honras da Guarda Nacional do estado de Michigan. E autoridades e lideranças dos movimentos civis compareceram ao seu funeral.

Ser cristão é militar todos os dias contra a maldade, disse o deputado estadual e pastor Carlos Bezerra Jr no workshop Política e Direito – no final do ano passado em uma igreja no centro de São Paulo, do qual eu pude participar.

É isso! Somos militantes da causa de Deus que já foi vencida, mas ainda está em curso. E é concedida à nós – no agora – nossa co-participação com Ele na História e consequentemente em nossa própria história. Por isso, ser cristã(o) e militar todos os dias contra a maldade é privilégio para pessoas tão comuns como eu e você.

Busquem a prosperidade da cidade para a qual eu os deportei e orem ao Senhor em favor dela, porque a prosperidade de vocês depende da prosperidade dela
Jeremias 29.7

 

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NOTAS:
1Trecho retirado do Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rosa_Parks

 

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Sou Carolina Selles apaixonada por cores, histórias e sabores. Sou designer, graduada em Arte & Tecnologia e uma das idealizadoras do Santa Paciência.

Mulheres Inspiradoras: Catherine Booth – Jan/2018

Catherine foi uma evangelista dedicada e juntamente com seu marido viveu “o Evangelho todo, para todo homem, para o homem todo”

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Histórias de outras mulheres inspiram a minha caminhada. É como se eu ganhasse novos horizontes e pudesse experimentar o que viveram sem eu realmente ter vivido suas vidas ou seus feitos.

Geralmente, quando conheço uma escritora, musicista, professora, ou qualquer mulher que desperte em mim o desejo de também criar novos rumos, conhecer mais, ou olhar sob novas perspectivas velhas circunstâncias, tenho uma enorme curiosidade por saber mais sobre essa mulher. Quais eram seus hábitos? O que gostava de fazer nas horas vagas? O que a levou a criar tal coisa? O que despertou nela tal inquietação? Onde ela nasceu? Qual era o contexto de sua época?

No ano de 2017, me deparei com mulheres incrivelmente inspiradoras. Fui orientada por elas, tive minha visão ampliada e meu coração se encheu de alegria por conhece-las melhor – mesmo que a maioria delas não esteja mais aqui, no lado de cá da Eternidade. Elas foram verdadeiras amigas, confidentes fiéis e me guiaram ao que minha alma ansiava, apontando para Aquele que é, irresistivelmente, criativo e não se cansa em nos ensinar diretamente, mas também através de pessoas comuns, como eu e você.

Por mera curiosidade fui atrás da data de nascimento dessas mulheres e me surpreendi, pois, a maioria das escritoras que eu estava lendo eram contemporâneas entre si. Instantaneamente tive a ideia: -E se eu fizesse um calendário de mulheres inspiradoras, em que cada uma ocuparia um mês do ano, segundo seu mês de nascimento?

O design, rapidamente veio à minha cabeça. Em seguida, listei algumas mulheres que eu havia sido apresentada ao longo do ano, porém, a busca pelas demais continuou, afinal, eu tinha que garimpar, ao todo, 12 mulheres para preencher o ano! Como critério para este 1o calendário, decidi que elas deveriam ser nascidas entre 1830 a 1930. Tentei compor os meses com a maior variedade de profissões ou histórias, além de nacionalidades e contextos. Dei o meu melhor, procurando, selecionando, escolhendo os melhores elementos estéticos que traduzissem um pouquinho de quem eram, ou o legado que deixaram. Tenho certeza que para cada uma delas eu estarei apresentando apenas um fragmento do que realmente foram. Mas eu espero, do fundo do meu coração, que assim como eu, e mesmo com a minha limitada apresentação, ainda assim, vocês se sintam inspiradas(os), como eu fui! :)

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Quem foi Catherine Mumford Booth?

A primeira mulher inspiradora do ano, chegou a mim, quando eu estava na Biblioteca de Teologia do Mackenzie, garimpando por mulheres e imersa naquele acervo todo. Aproveito inclusive para agradecer a meu pai, Eliezer, que sendo o bibliotecário de lá, me ajudou a pegar pilhas de livros para consulta e pacientemente descartar aqueles que eu não usaria, e principalmente não se importando com toda a bagunça que eu estava fazendo por lá rs.

Catherine nasceu na cidade de Ashbourne, em Derbyshire na Inglaterra, em 17 de janeiro de 18291. Ao que nos conta o livro: Esboço da História do Exército de Salvação e seu Fundador, Catherine desde pequena era uma leitora voraz da Bíblia. Por volta dos quatorze anos, devido a uma enfermidade na coluna, que a obrigava ficar recostada grande parte do seu tempo, experimentou sua real conversão. E unindo seu apetite voraz por conhecimento, nos anos seguintes, torna-se grande conhecedora de Teologia além da História da Igreja.

Aos 26 anos, casa-se com Willian Booth – em 16 de junho de 1855, em Londres. William, mesmo depois de casado continua a dedicar-se a campanhas evangelísticas pela igreja Metodista, e em 1858 é oficialmente consagrado como ministro metodista. Já Catherine, que também possuía grande apreço pelo evangelismo, certo dia, enquanto dirigia-se à igreja, em um domingo a noite, pensava como seria interessante fazer visitas domiciliares convidando as pessoas a conhecerem a Deus, e assim, nasce uma das características da organização, que seria a visitação de casa em casa.

A primeira oportunidade que Catherine teve de pregar publicamente, foi quando por motivo de doença, seu esposo não podia pregar, assim por nove semanas seguidas ela prega e dá seu testemunho publicamente, levando jornais da época a divulgarem tal feito, pois não era comum mulheres pregando publicamente.

Nunca se me permitiu ter mais um domingo de sossego enquanto tive bastante saúde para ficar de pé e falar. Tudo quanto fiz foi dar este primeiro passo. Não podia enxergar mais para adiante. Todavia o Senhor, como sempre o faz quando Seu povo é com Ele, honesto e obediente, abriu as janelas do céu e derramou uma benção tal que não havia lugar para contê-la.

relata Catherine sobre essa experiência2

Em 1864, o casal ministrava há um tempo reuniões independentes, pois William havia pedido demissão da denominação metodista durante a conferência anual metodista, celebrada em Liverpool, em 1861.

O foco do trabalho do casal, era levar a mensagem da salvação a mais e mais pessoas, nessa época, auge da Revolução Industrial, [c]onvenceu-se ele que os operários podiam ser mais eficazmente influenciados por homens e mulheres de sua própria classe, que compartilhavam de sua vida e falavam na linguagem de cada dia, antes que pela linguagem adotada pelos pastores no púlpito3 – descreve William. E é nesta mesma época, que Catherine começou também a celebrar cultos independentes de William, pois eles haviam decidido que poderiam ser mais eficazes na pregação da Palavra celebrando cultos distintos, assim poderiam alcançar cada vez mais e mais pessoas.

Em 1865, a Sra Booth foi convidada a dirigir uma breve missão em Rotherhithe, Londres. O que ela viu entre a gente pobre, e especialmente o trabalho feito pelo Movimento noturno para a restauração de mulheres decaídas, tornou-se em um apelo urgente ao seu coração. Julgou logo ser aqui a esfera pela qual orara e desejara desde a conferência de Liverpool que resultou em eles renunciarem seu lugar no Metodismo4.

E em julho de 1865, William é convidado a conduzir alguns serviços em uma tenda num antigo cemitério em Whitechapel e descreve essa experiência, anos depois, da seguinte forma:

Quando vi multidões de gente pobre, tantos deles tão evidentemente sem Deus e sem esperança, e vi que tão prontamente me ouviam, seguindo da reunião ao ar livre à tenda, e aceitando, em muitos casos, meu convite de se ajoelharem aos pés do Salvador ali mesmo, então meu coração inteiro se apegou a eles. Voltei a casa e disse a minha esposa: Oh, Catherine achei meu destino! Estas são as pessoas por cuja Salvação tenho almejado todos estes anos. Quando passava pelas portas do botequim esta noite me parecia ouvir uma voz que dizia: “Onde podes ir e achar tantos pagãos como estes aqui;”. Então ali mesmo ofereci minha alma, tu e as crianças a esta grande obra. Esta gente será nossa gente, e terão o nosso Deus como Deus deles”.5

E Catherine, se recorda deste momento:

Lembro-me (escreveu ela) da emoção que isto produziu na minha alma. O diabo me cochichou que “Isto significa mais uma partida”. A questão do nosso sustento constituiu uma dificuldade séria. Até então pudéramos fazer face as nossas despesas das coletas que recebíamos de assistências mais seletas. Porém era impossível esperar que pudéssemos fazer isto entre os pobres do Este, tínhamos até medo de pedir ofertas em tal localidade. 

Entretanto não respondi com desânimo. Depois duma pausa para meditação e oração, repliquei: “Bem, se pensas que deveremos ficar, fiquemos. Já confiamos em Deus para nosso sustento uma vez e podemos confiar dEle de novo”.6

Nesta noite, descrita por William como “Aquela noite”, depois de anos gestando, nasce o Exército de Salvação.

No ano de 1865 o Exército de Salvação surge na Inglaterra com William e Catherine Booth, em meio à Revolução Industrial, numa sociedade que passava por uma das maiores revoluções da sua história. Logo no início, sua luta era para que os pobres também pudessem frequentar as igrejas e assistir aos cultos como os outros de classes sociais mais favorecidas.

Desde seu início, os salvacionistas têm sido motivados pelo amor de DEUS e à Sua Criação Especial feita à Sua imagem e semelhança: o ser humano. Sua estrutura característica imitando o modelo militar, com hierarquia e uniformes, visa tornar a liderança mais ágil e facilitar a tomada de decisões.

Conscientes de que Deus ama as pessoas de forma singular e de que Ele quer atingir todas as áreas de suas vidas (o espiritual, o emocional, o social, o psicológico, o físico), os primeiros salvacionistas lançaram-se na luta para aliviar a humanidade sofredora, tendo essa visão holística do ser humano como um todo complexo e indivisível.

O slogan: “sopa, sabão, salvação” tornou-se um marco do Exército de Salvação e abalou as estruturas dos métodos das igrejas naquela época. Além disso, o Exército foi o primeiro a valorizar o trabalho feminino na igreja, deixando a mulher ocupar cargos que antes eram exercidos apenas por homens, contrariando, assim, as igrejas da época e dispensando parcerias importantes que se voltavam contra essa atitude.7

Porém, mesmo a organização valorizando e estimulando o trabalho feminino, passa-se um tempo até que mulheres de fato tivessem responsabilidades nos postos da missão, em lugares que poderiam exercer alguma autoridade sobre homens. Até que, em 1875, os fundadores resolvem fazer uma experiência nomeando uma evangelista mulher a frente do comando de Barking. E desde então, nenhuma hesitação séria sentiu-se em confiar as mulheres o comando dos postos, ou em manda-las fundar a obra em lugares onde o Exército ainda era desconhecido.8

Catherine e William tiveram 8 filhos e deixaram um grande legado, tanto para seus filhos, que puderam perpetuar os ensinamentos cristãos dando continuidade ao trabalho iniciado por seus pais, como também, para nós.

Catherine, falece aos 61 anos de idade, em 4 de outubro de 1890. Certamente ela foi uma grande inspiração em sua época, que era repleta de dificuldades assim como nos dias de hoje, mas também é fonte de inspiração em nossos dias. Ela escolheu ser uma mulher temente a Deus, compromissada a ouvi-Lo, obedecê-Lo e sobretudo a amá-Lo – e como consequência desse amor, serviu ao seu próximo da melhor maneira que pode. Que possamos também escutar o nosso chamado e segui-lo, mesmo em meio as dificuldades ou aparentes derrotas. E que possamos fazer o Eterno sorrir (Num 6.25 – A MSG) nessa História que, graças a Ele, somos coadjuvantes, porém, coadjuvantes totalmente ativas(os)! ;-)

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NOTAS:
1Como podem perceber, fiz uma concessão aqui rs, pois eu havia estipulado mulheres nascidas entre 1830 a 1930, mas achei Catherine tão significativa que quebrei a regra: acrescentei ela no calendário mesmo estando, por apenas 1 ano, fora do centenário estipulado.

2Frase de Catherine descrita no livro Esboço da História do Exército de Salvação e seu Fundador, encontrado na página 20.

3Frase de William descrita no livro Esboço da História do Exército de Salvação e seu Fundador, encontrado na página 24.

4Trecho retirado do livro Esboço da História do Exército de Salvação e seu Fundador, encontrado na página 27.

5Frase de William descrita no livro Esboço da História do Exército de Salvação e seu Fundador, encontrado na página 28.

6Frase de Catherine descrita no livro Esboço da História do Exército de Salvação e seu Fundador, encontrado na página 28.

7Trecho retirado do site: http://www.exercitodesalvacao.org.br/quem-somos/nossa-historia

8Trecho retirado do livro Esboço da História do Exército de Salvação e seu Fundador, encontrado na página 50.

 

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A Série Mulheres Inspiradoras tem como objetivo celebrar a história de mulheres cristãs que imprimiram sua marca no mundo através da arte, música, literatura, justiça social, teologia, ciências e/ou outras esferas que compreendem o nosso bem viver. Para nos inspirar e impulsionar a deixarmos também o nosso legado no mundo, devolvendo ao Criador o que Ele nos confiou.

 


Sou Carolina Selles apaixonada por cores, histórias e sabores. Sou designer, graduada em Arte & Tecnologia e uma das idealizadoras do Santa Paciência.