A arte da autossabotagem

Michelle Kingdom - www.michellekingdom.com
Michelle Kingdom – michellekingdom.com

Um texto, dias atrás (Gente que tá atrás do relacionamento perfeito mas não se entrega a relacionamento algum – via Papo de Homem), me chamou a atenção.

A princípio, porque o texto foi escrito por um homem, e confesso, achei que ele escreveu sob um olhar atento e sensível para o tema (como se homens não fossem capaz de tal proeza. Sim, admito: meu pensamento foi pobre, limitado e enviesado, desculpa aê gente!). Mas, ao finalizar a leitura, percebi que era um post patrocinado, ou seja, o conteúdo, na realidade foi pensado e escrito para vender! A propaganda, ao meu ver, sugeria algo entre a “solução” para pessoas tímidas (óbvio! já que se referia a um app de relacionamento virtual) e uma “vantagem” para as mulheres, pois, o poder de “escolha” nesse app é colocado como sendo nosso, já que são as mulheres que “chegam” e “escolhem” os caras colocando os mais interessantes no seu “carrinho de compra”. Ok, críticas à sites de relacionamento a parte (quem sabe um dia eu não escrevo sobre isso?!), ler esse texto, sobretudo dias atrás, foi muito legal para mim. Justamente porque eu estava refletindo sobre o tema abordado no texto. Aliás, me arrisco a dizer, que foi o texto que jogou luz no que eu estava pensando e tentando compreender. Então, mesmo que ele tenha sido pensado para ser uma propaganda acabou me ajudando a dar nome a arte de dificultar (às vezes de impedir) alguma coisa para si mesmo: a autossabotagem.

O texto é escrito por um cara casado falando de seu amigo solteiro. O papo é informal: uma conversa de boteco – e entre risadas e cervejas, o cara casado observa que a cada história contada pelo seu amigo o que fica claro e evidente é sua autossabotagem. Sua busca pelo relacionamento perfeito e, consequentemente, pelas namoradas (ou candidatas) perfeitas, não o deixa viver e desenvolver qualquer relação em potencial. Mas, quem foi que disse que relacionamentos não são complicados? Porque pessoas são complicadas, logo, relacionamentos também o são. A grande questão é como eu lido com tudo isso, ou melhor, com toda essa idealização de relacionamentos e pessoas.

Infelizmente, vivemos em uma época que tudo é demasiadamente idealizado e uma das consequências é a supervalorização da perfeição (o selfie perfeito com o ângulo perfeito; a viagem perfeita com o clima perfeito no país perfeito; o trabalho perfeito com a carreira perfeita e o salário perfeito; o namoro perfeito para o projeto de casamento perfeito com filhos perfeitos). Tudo tem que ser tão “perfeito” que nada dura; muitas vezes sequer começa! Acredito que essa (auto)análise seja como uma via de mão dupla: reconhecer no outro suas falhas e imperfeições implica olhar para dentro de mim e também admitir que tenho inúmeras falhas e imperfeições. Mas, em tempos como os nossos, em que a imperfeição não é tolerada, o descarte é inevitável e acaba sendo a “única solução”.

Outra coisa que percebi com a autossabotagem é que além de não querer olhar para meus próprios defeitos, eu fico em uma zona de conforto extremamente cômoda, reclamando da vida (como se eu não fosse sujeito-ativo nela) desejando arduamente por mudança alheia, é claro! Porque convenhamos, é muito mais fácil achar que o problema está somente no outro, jamais em mim. Assim, seguimos vivendo e esperando que tudo e todos mudem, menos eu. Mas, viver não é também mudar? Crescer? Se transformar?

Pensando sobre isso, e sobre as minhas próprias idealizações, ao me deparar com o texto, percebi que muitas vezes eu também me autossaboto deixando de viver relações (nas esferas mais diferentes possíveis) que poderiam me ser tão enriquecedoras. Quem sabe?!

Então, eu oro. Oro para que Deus me ajude a ter coragem e que dia a dia eu me torne cada vez mais vulnerável. Mas, não essa vulnerabilidade que é sinônimo de fraqueza moral, mas, a vulnerabilidade que me coloca em contato com o mundo e com o outro. Que me abre e me conecta com experiências, que me faz sentir viva sendo simplesmente quem sou. Oro também para que, antes de enumerar as diversas falhas do outro Ele me ajude a enxergar a viga em meu próprio olho. E, assim, sigo tentando dia a dia me lembrar mas principalmente viver isso…

 


Carolina Selles é apaixonada por cores, histórias e sabores, é designer, graduada em Arte & Tecnologia e uma das idealizadoras do Santa Paciência.

Ler opiniões diferentes do senso comum é também PENSAR!

Bruce

A questão de gênero e a decisão da Suprema Corte americana em favor da união civil gay têm suscitado reações das mais indiferentes às mais apaixonadas e contundentes. Raro, porém, tem sido ouvir uma voz ecoando contra toda a maré do senso comum, que leve à uma reflexão que possa contrabalancear – e por que não discordar? – tudo o que vem sendo dito e repetido à exaustão em todo veículo midiático de grande alcance.

Este artigo, competentemente traduzido pelo amigo Cristian Faber, trata da polêmica capa da revista americana Vanity Fair de junho (foto que ilustra este post, em que o ex-atleta olímpico Bruce Jenner aparece com sua nova identidade sexual) e o conteúdo do artigo traz à tona pontos nevrálgicos de uma questão que está longe de ser resolvida… de forma respeitosa, eu diria. Como era de se esperar, Matt Walsh, o autor do post original, recebeu críticas agressivas e muito, mas muito intolerantes da galera do bem, mas não cedeu às ameaças. Se você não concorda com o que ele escreve, precisa reconhecer, no mínimo, que o cara pensa por si próprio e tem uma coragem que é para poucos.

Pronto para encarar uma dose cavalar de argumentos que dão a cara pra bater em toda a ondinha pós-gênero que quer engolir o mundo inteiro?? Aí vai!

Chamar Bruce Jenner de mulher é um insulto às mulheres

Pais, atenção: em breve a gôndola de revistas no caixa do supermercado incluirá esta imagem profundamente perturbadora de Bruce Jenner. A foto está estampada na capa da próxima edição da revista Vanity Fair, e mostra Bruce produzido como uma boneca, com extensões de cabelo, vestindo um corset, partes do seu rosto, testa e pescoço depilados por motivos cosméticos, e seu peito modificado por pílulas de hormônio, Photoshop e silicone. A ideia é fazer um vovô de 65 anos parecer uma colegial, mas o resultado é uma versão distorcida de nenhum dos dois.

O que ele mais parece é um homem mentalmente perturbado que tem sido manipulado por gayzistas prepotentes e progressistas dissimulados. Longe de ter a aparência de uma mulher de verdade, ele me parece uma pessoa abandonada às suas próprias ilusões por uma cultura de imbecis narcisísticos. Tenho grande compaixão quando me deparo com essa tragédia – especialmente porque “transgêneros” recém operados frequentemente se arrependem da suas decisões, e em muitos casos tentam suicídio – mas poucos compartilham meu amor e preocupação com ele.

De fato, Bruce admitiu que depois da sua cirurgia de “feminização facial” teve um ataque de pânico, olhando no espelho e perguntando a si mesmo “o que foi que eu fiz comigo?” Esperamos que esse arrependimento não o leve a mais auto-mutilação, como levou muitos homens nessa situação. Eu temo o pior, porque Bruce está apressando os procedimentos para que a “transformação” coincida com a estreia de um reality show que está prestes a ser filmado. Eventualmente as cameras sumirão, e Bruce estará preso com o que ele fez consigo mesmo. Eu oro por ele quando esse momento sombrio chegar.

Em contraste, as chamadas animadas da mídia nos informam que Bruce posou para Vanity Fair para “estrear sua nova identidade”. Na entrevista acompanhando essas fotos terríveis, Bruce esquizofrenicamente refere a si mesmo na terceira pessoa, falando como se ele fosse duas pessoas diferentes.

Ele diz que ainda não decidiu se a segunda pessoa vai começar a dormir com homens, mas que não está focado nisso neste momento. Ele está apenas feliz que, por meio de extensa cirurgia plástica, altas doses de química sintética, kilos de maquiagem, e uso indiscriminado de Photoshop, ele pode finalmente ser ele mesmo. Desmantelando, mutilando, e editando a si mesmo, ele diz que é ele mesmo.

Em um segmento particularmente deprimente do artigo, Cassandra, filha de Bruce, diz que eles finalmente tem um relacionamento. Eles podem “ser meninas juntas”. Cassandra aparentemente desistiu de ter um pai, e se conformou em ter uma amiga com quem pode fofocar.

Isso é errado. Francamente, é nojento. Ao mesmo tempo em que sinto compaixão pelos problemas psicológicos de Bruce, é egoísmo fazer isso com seus filhos. Primeiro tira-se o pai deles, depois os força a lidar com esse processo devastador pro mundo todo ver.

É claro, enquanto a família carrega esse peso, a turba se estapeia para parabenizar o “heróico Bruce”. A ESPN até anunciou planos de dar-lhe o “Troféu da Coragem”. Houve um tempo em que esse tipo de coisa era dada a caras como Pat Tillman, que desistiu de fortuna e fama para sacrificar sua vida no campo de batalha, mas o significado de honra mudou muito desde então. Eu achei que tinha chegado ao fundo do poço ano passado quando deram esse troféu ao ex-jogador da NFL Michael Sam por ter alcançando o incrível feito de ser gay enquanto ainda era jogador.

Surpreendentemente, parece que a ESPN na verdade não é o árbitro mais confiável em termos de coragem.

(Falando de ESPN, noite passada, eu liguei a TV para ver o que costumava ser um dos meus programas preferidos, “Around the Horn” (programa esportivo em formato de mesa redonda da ESPN Americana), para ouvir suas análises das finais da NBA desta semana. Em vez disso, eu fui presenteado com um sermão de um escritor esportivo sobre como me certificar de estar usando os pronomes corretos quando me refiro a travestis. Eu realmente preferia saber como Lebron James e o Cavaliers estão, mas, sim, vamos ter uma lição de vocabulário transgênero. Legal! Obrigado! Sabe, se eu quisesse receber um sermão sem graça de bufões esquerdistas, eu não precisaria assistir ao maior canal de esportes do mundo. Existe Comedy Central pra isso)

A ESPN não está sozinha. Uma busca pelo Twitter e Facebook revela uma glorificação unânime, com “corajoso”, “linda” e “histórico” sendo indiscriminadamente jogados como confete.

É tudo muito triste.

Dito isso, eu não gostaria que alguém me acusasse de estar sendo crítico, então eu gostaria de oferecer, nesta ocasião gloriosa e sem precedentes do lançamento de uma revista “photoshopada”, umas poucas observações. Eu não estou interessando em destilar insultos sem embasamento – o que ainda sim seria muito menos danoso do que os elogios sem embasamento sendo lançados na direção de Bruce – então eu vou me limitar simplesmente a observar a realidade.

Neste momento, existem 5 realidades que saltam aos meus olhos:

Ideologia de gênero acaba com o feminismo

Como conservadores e cristãos fugiram apavorados da possibilidade de terem palavras sem sentido como “transfóbico” lançadas em sua direção, pode ser que em última instância, numa estranha virada do destino, as feministas é que tenham que combater a narrativa do “transgênero”. Se elas em algum momento entenderem que “ideologia de gênero” é um ataque direto à sua visão de mundo, talvez isso até cause uma guerra dentro das trincheiras progressistas.

Porque afinal, de acordo com a sabedoria feminista, não existe essa coisa de “cérebro feminino” ou “alma feminina” ou “se sentir feminina”. Pelas palavras de qualquer esquerdista que algum dia disse qualquer coisa sobre direito da mulher nas últimas 4 décadas, o modo como você se veste, pensa e sente não tem nada a ver com a sua feminilidade. Normalmente seria ofensivo e sexista acusar uma mulher de agir como, pensar como ou se sentir como uma mulher.

Mesmo assim, de repente, emoções e aparências definem uma mulher de maneira tão definitiva que até um homem pode se tornar uma, se ele alegar ter sentimentos que ele pensa serem femininos?

A coisa toda é uma grande contradição.

Feminismo e ideologia de gênero dizem duas coisas contrárias uma a outra sobre o que significa ser uma mulher. De fato, feministas criaram o termo “neurosexismo” para condenar a ideia misógina e pseudo-científica de que os cérebros do homen e da mulher são diferentes. Mas Bruce Jenner alega ter “o cérebro de uma mulher”. Então como isso funciona? Você vai me dizer que as únicas pessoas que podem ter cérebro feminino são… os homens?

Enquanto isso, feministas insistem regularmente que a ausência de útero e vagina tira dos homens o direito de terem uma opinião sobre aborto e coisas do tipo. Então um homem não pode ter opinião sobre problemas de mulher porque lhe falta a anatomia correta, mas ele pode na verdade se tornar uma, mesmo não tendo a anatomia correta?

Como é que isso pode fazer qualquer sentido?

Ideologia de gênero e feminismo não podem coexistir. Progressistas não podem ter os dois. Eles terão que escolher.

Da mina parte, eu concordo que nenhum homem pode jamais requerer feminilidade. Eu também concordo que existe sim cérebro feminino e alma feminina – e consequentemente emoções femininas, personalidade feminina e características femininas – mas o problema é que cérebro e alma femininos estão sempre contidos em corpos femininos. Um homem nunca vai nascer com o coração de um bicho preguiça, ou o fígado de um rinoceronte, ou o sistema de raízes de uma árvore, do mesmo jeito que nunca vai nascer com o cérebro de uma mulher.

Me disseram que brancos se apropriam da cultura negra quando ouvem Nikki Minaj ou usam aqueles bonés de aba reta. Não tenho certeza se essas ofensas constituem apropriação cultural indevida tanto quanto indicam um possível dano cerebral, mas esse não é o ponto. Se estamos mesmo preocupados com grupos se apropriando de outros grupos, eu acho que precisamos investigar essa coisa que chamar um homem de mulher só porque ele raspou o osso da testa, usa maquiagem e prende a genitália pra trás. Se você olhar bem, talvez encontre uma razão para achar que isso é uma apropriação indevida de feminilidade, ou pior, a degradação dela.

Há mais numa mulher do que apenas linhas faciais “feminizadas” e lingerie de babados. Bruce Jenner travestido não é bonito! Mulheres são lindas porque são mulheres. Feminilidade é bonito. Mulheres representam algo distinto e especial no mundo. Elas preenchem um vazio e desempenham um papel que nenhum homem pode.

Uma mulher não é uma mulher simplesmente por causa dos traços cosméticos que um homem possa simular. Uma mulher é uma mulher por conta da biologia, que Bruce não tem e nunca terá. Uma mulher é uma mulher por causa da sua capacidade de criar vida e abrigá-la em seu corpo até o nascimento, coisa que Bruce não pode fazer. Uma mulher é uma mulher por sua alma, mente, perspectiva, experiências e seu jeito único de pensar, de amar e de ser – todas essas coisas que Bruce pode apenas tentar simular.

Uma mulher é uma mulher. Ela mereceu esse título. Ela pagou por esse título. Ela sofre com esse título, dá vida com esse título, vive da concepção à morte e além com esse título. Ela é esse título. Ninguém deveria dizer a essa mulher que isso é uma coisa qualquer que um homem com dinheiro suficiente possa comprar. É degradante e reducionista, em como pai, marido, filho e irmão, eu não posso concordar com isso. Só posso imaginar como uma mulher se sentiria se sequer pensasse numa coisa dessas.

E note que eu digo “eu só posso imaginar” porque é o máximo que eu posso fazer. Eu não posso vivenciar os pensamentos ou sentimentos de uma mulher pelo fato de que eu não sou uma.

E Bruce também não é.

Identidade não está nos olhos de quem vê

Sendo honesto, eu não gosto do título que o site TheBlaze usou para esse artigo, e também não gosto dos títulos usados por outras publicações.

“Bruce Jenner Revela Novo Eu Feminino”

O quê?

Não tem essa de “novo eu”, ou “outro eu”, ou um “eu diferente”, ou um “eu 2.0”. O seu “eu” é você. É a sua existência. A sua pessoa; seu caráter único e irrepetível. Seu “eu” é seu corpo, mente, alma. É fisicamente, metafisicamente, espiritualmente, filosoficamente, cientificamente, racionalmente e logicamente impossível para um “eu” se transformar num “novo eu”. Um “eu” só pode ser o que já é.

“Bruce Jenner Revela Novo Eu”

“Bruce Jenner Estreia Nova Identidade”

“Bruce Jenner Faz Premier Mundial de Nova Alma”

Estamos falando de mudança de sexo como se fosse um produto da Apple! Com essa linguagem nós não apenas fizemos o “eu” mutável, como também o mercantilizamos e o transformamos num espetáculo que pode ser usado para fins lucrativos. Isso é a bastardização da nossa humanidade em escala e nível que não teriam passado nem pelas mentes mais perturbadas dos mais proféticos críticos sociais do último século!

É tudo tão vil, bizarro e ridiculamente impensável que nenhum escritor distópico de ficção científica poderia ter pensado que o colapso da sociedade ocidental se pareceria com isso. Neste momento Orwell e Huxley estão rolando na tumba com profundo arrependimento: “Cara! Um futuro apocalíptico onde pessoas são tão mimadas, vaidosas e entediadas que fingem poder estalar os dedos e reformatar suas almas do zero – por que eu não pensei nisso?”

Não há nada de autêntico nessa versão de Bruce

Depois de muitos anos e pelo menos uma dúzia de campanhas da Dove, parece que, pelo bem da agenda gay, nós abandonamos completamente a ideia de que “mulheres não devem ser photoshopadas ou rebocadas com maquiagem e silicone de modo a reforçar o padrão subjetivo de feminilidade”. Talvez a única coisa na qual os esquerdistas estiveram realmente certos, agora foi jogada no lixo porque não corrobora com a narrativa gay/transgênero.

Ou seja, você não pode mais voltar a falar por aí coisas como “beleza natural” da mulher, depois de ter chamado Bruce de “corajoso” por ter usado melhorias cosméticas e digitais pra tentar alcançar uma aproximação superficial disso. Você não pode mais amaldiçoar a indústria da moda por aparar, emagrecer, cortar, pintar e operar mulheres pelo bem do encanto físico depois de ter acabado de falar sobre como Bruce alcançou sua “verdadeira identidade” através dos mesmos métodos.

GLAAD (ONG Americana que defende homossexuais e transgêneros contra violência física e verbal) aplaudiu Bruce por ser agora seu “eu autêntico”. Tragicamente eles não estavam tentando ser irônicos. Uma imagem digitalmente modificada, alterada cosmeticamente, de pose manipulada, adulterada quimicamente, basicamente um cartoon numa capa de revista, agora é “autêntico”, de acordo com os desonestos incuráveis da militância gay.

Autêntico, pelo amor de Deus. Eu tenho mesmo que explicar o porque dessas palavras serem completamente impróprias nesse contexto?

Essa foto é a definição literal de falso. Se isso não é falso, então nada é. Você não pode chamar de “falsa” uma mulher, legitimamente atraente, por causa de algumas fotos retocadas para aumentar o que já estava lá, se Bruce não recebe esse rótulo tendo passado por cirurgias no rosto, usado uma quantidade absurda de maquiagem, e ter escondido suas mãos e enfiado seu pênis entre as pernas, para disfarçar o que nunca esteve lá. Se isso é “autêntico” então eu posso despejar um pouco de Mac and Cheese da Kraft numa tigela e chamar de “autêntica cozinha italiana”, e Taylor Swift pode fazer umas musiquinhas dance sobre brigas de namorados e chamar isso de “autêntica música country”.

A batalha pela realidade

Vão me dizer, principalmente os conservadores, para deixar esse assunto pra lá e achar algo mais importante pra comentar. Mas milhões e milhões e milhões de pessoas – na mídia e fora dela – já falaram mais sobre esse assunto e já demonstraram mais interesse por ele do que eu jamais fiz, e mesmo assim nunca ninguém os mandou calar a boca e esquecer. Enquanto conservadores justificam sua covardia miserável insistindo que isso é apenas um showzinho secundário irrelevante e que eles estão ocupados em assuntos mais sérios, você vai perceber que esquerdistas tratam “ideologia de gênero” como uma das mais importantes fronteiras culturais.

Toda vez que um transgênero usa o banheiro hoje, esquerdistas fazem um carnaval, como se os Aliados tivessem acabado de derrotar a Alemanha Nazista.

Bruce Jenner posando com roupa íntima de mulher foi manchete no país todo. A Casa Branca chamou isso de “corajoso” e “poderoso”. O Presidente dos Estados Unidos da América, líder da nação mais poderosa da Terra, veio publicamente para saudar a “coragem” de Bruce em ter seios falsos e pernas depiladas. Foi o trending topic número 1 em todas as redes sociais. O alterego feminino de Bruce Jenner ganhou mais de 1 milhão de seguidores no Twitter em 4 horas.

Todos agem como se fosse uma grande coisa. Contanto que tenham a opinião “correta”, eles tem permissão.

E eles tem razão – é uma grande coisa.

Esta é uma batalha pela realidade, gente. Acordem pro jogo!

Se progressistas podem exercer o poder de demolir e reinventar a definição mesma de “homem” e “mulher” à sua imagem ideológica, então eles alcançaram uma total e irreversível vitória cultural. Eles engolfaram o universo e remodelaram a realidade. Eles se tornaram deuses, ou pelo menos é esse o poder que estamos dando a eles. Você pode tagarelar sem parar sobre economia e política externa, mas se vivemos num país onde confusão, perversão e auto-adoração reinam supremos, qual o objetivo? A América já estará morta.

Todos nós sabemos a verdade

Última pergunta para as pessoas – especialmente homens heteros – que alegam que não há diferença real entre um “transgênero” feminino e uma mulher de verdade: Você casaria com uma mulher que era homem? Você olharia para esse “ex” homem e pensaria “Eu quero que ele seja minha esposa”?

Resposta: Não. Você não faria isso. Você não fará isso. E você sabe disso. Instintivamente, quando o que está em jogo é sua vida e amor, você reconhece a diferença entre uma mulher biológica em toda a sua glória, e um homem castrado em toda a sua loucura. Estou gastando milhares de palavras convencendo você de algo que você já sabe. E eu sei que você sabe. E todo mundo sabe que todo mundo sabe.

Então porque ainda estamos tendo essa conversa?

Isso eu não sei. Mas enquanto ela continuar, eu vou continuar lembrando você de coisas que você já sabe, porque alguém tem que fazer isso.

Bruce Jenner não é uma mulher, em nenhum sentido ou medida.

E você já sabia disso”.